Rocky Balboa Blues

Sempre me identifiquei com a história de Rocky, o lutador.

(Pronto, é a deixa para chatos e chatas de plantão darem seus pitacos: “ain, o Stallone é péssimo ator”, “ain, o filme é cheio de chavões e clichês…”)

Pode ser, até.

Não dá para comparar Stallone com Ian McKellen, por exemplo, mas ele fez bons trabalhos, sim.

E há a lições a tirar de Rocky, lições que os empedernidos intelectuais e mestres da lei dirão que são simples -quiçá simplórias – mas o que vem do povo que não é simples, e, muitas vezes, simultaneamente sofisticado?

O fato é que sempre me vi em Rocky Balboa.

Fui um moleque da periferia que teve que abrir caminho a socos, reais e metafóricos, que mais de uma vez foi à lona – real e metafórica – e teve que levantar, trôpego e se amparando nas cordas, antes que o juiz encerrasse a contagem.

Fui um moleque que deu a cara a tapa – real e metaforicamente – um sem número de vezes, que sentiu medo mais de uma vez, mas que nunca – nunca – recusou o desafio de entrar no ringue, mesmo quando o cara do outro lado era maior, mais forte, mais jovem ou mais experiente, ou mais preparado.

Eu nunca joguei a toalha. Nem quando a minha cara estava quebrada – e, mais uma vez, real e metaforicamente – , nem quando eu me arrastava pelo ringue, tentando me orientar.

Até minha Adrian eu encontrei.

Toda essa conversa é para dizer que passou uma maratona de Rocky na TV – e, claro, acompanhei tudo, torci nas lutas, treinei junto ao som do mantra de Bill Conti, “Gonna Fly Now”, e, lógico, rolaram as lágrimas de praxe ao final de cada luta, quando toca “The Final Bell”, também do Bill Conti.

Em todo filme do Rocky eu lembro que sou um pouco ele.

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