Precisamos falar sobre a Bolsofobia

Foto-montagem: Arquivo Google – iCatolica.com

Sim, precisamos. Mesmo com essa chamada manjada e desgastada, o fato é que precisamos discutir a Bolsofobia.
Então.
Um dia desses, fui adicionado por um bolsofóbico.
(Eu tenho verificado os perfis que me adicionam e adotei um procedimento que reproduzo aqui: não aceito se tem poucos ou nenhum amigo em comum, se o perfil está fechado, se o perfil parece recém criado, se parece militante terrorista, se tem fotos de periguete ou perigueto, enfim, nada de muito diferente do que acredito que vocês todos façam)
Mas nesse perfil eu não fiz meu tradicional escaneamento e passou batido.
Resultado: a pessoa foi me chamar na chincha inbox, mais ou menos assim, ó, dizendo que não entendia como eu podia ter votado no Bolseiro, sendo um cara tãããão chique, inteligente e culto.
(São palavras da pessoa, claro: particularmente, considero que sou tão chique quanto um babuíno de ceroulas, mais ou menos inteligente do que um daqueles chimpanzés que andavam de velocípede nos circos de antigamente e coisa de somenos mais culto que muitos intelectuais que disparam opiniões não abalizadas sobre tudo, desde o bóson de Riggs até a torta de maçã da Vovó Donalda)
Fiquei matutando sobre o porquê dessa pecha de grosseiridão ter aderido à imagem dos votantes no Bolso, a ponto de tanta gente acreditar que gentes finas, elegantes e sinceras não podem tê-lo eleito.
Em busca de mais dados para minha pesquisa, mergulhei em alguns perfis de pessoas que se dizem antiesquerdistas mas que parecem dedicar suas vidas à urubuzar o atual presidente.
A primeira coisa que percebi foi a vasta utilização de vocabulário chulo, tosco e grosseiro para designar-nos, todos que votamos no Bolsonaro. É coisa de xingar a mãe para baixo, nesse nível – e o curioso é que essa é uma das atitudes que eles supostamente criticam nos apoiadores do Bolso.
Tapei o nariz e fui em frente – causou-me espécie perceber que, ao cavar mais fundo, nem na Golden Age of Corruption da Quadrilha dos Formigões havia sequer uma sombra da perseguição feroz que tais pessoas fazem ao Bolso.
Engoli um Engov e, audaciosamente, prossegui em minha jornada: a coisa parece uma obsessão em grau elevadíssimo – de cada DEZ postagens dos tais perfis, cerca de ONZE E MEIO se referem ao presidente: sim, onze e meio em dez, porque, até postando imagens de delicados unicórnios fúcsia dançando com elfos e fadinhas em uma floresta de coníferas durante o solstício de inverno, essa gente dá um jeito de falar mal do Bolsonaro.
O que concluí, amigos e vizinhos? Se eu fosse mais elegante, chique e culto que um babuíno de ceroulas eu diria que é ideia fixa, compulsão, monomania.
Como eu, por trás do verniz refinado, sou e serei sempre um ogro nascido no complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, eu diagnostico e sentencio, tudo ao mesmo tempo:
– algumas dessas pessoas devem sofrer daquele tal de amor que fica.

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