O voo de Fred Astaire

Foto: Fred Astaire em pleno voo, por George Karger, em 1940
Acho que cheguei a um meio termo com o mundo estranho em que vivemos e consegui negociar um acordo bom, viu?

Treino quando dá: puxo meus ferros e corro no bosque.
Às vezes vejo gambás, gaviões, suindaras, siriemas, carcarás. Outro dia acho que vislumbrei rastros de onça, vocês acreditam? Mas não fui verificar – que minha mãe não criou um filho besta, não.

Cuido da alimentação: menos no café e no cacau, que ninguém é de ferro, né?

Sou adepto do ecumenismo profilático-terapêutico: tomo zinco e vitamina D todo dia, tomo sol, tomo juízo.
Se disserem que ouvir um hipotético LP (hahaha) dos Los Hermanos cantando os grandes sucessos do Pato Fu ajuda, eu ouço, viu?

Reforço a imunidade: saio quando tenho que sair, mas também não fico dando bobeira à toa, uso máscara quando preciso, e quando não preciso respiro ar puro. Bom senso. Faz falta. Ar puro. Bom senso também.

E por falar em falta: a gente achava que a partida estava acabando mas o juiz parece que está gostando da peleja e quer dar mais uns acréscimos. Segue o jogo.

No mais, é como diz a canção: é tudo uma questão de manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranquilo.

Ou de dançar como o Fred.

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