O trabalho mais difícil de Hércules, a cloroquina e os nematelmintos morais

Imagem: Gerard van der Gucht

Todo mundo já ouviu as lendas sobre os Doze Trabalhos de Hércules. E um dos mais pesados – e com certeza o mais sujo – foi limpar os estábulos do rei Háugias.

Háugias possuía cerca de 30.000 animais e as estrebarias não eram limpas há 30 anos. Hércules precisava dar conta da tarefa – hercúlea, hahahaha – sem macular sua dignidade.

Ele resolveu o imbróglio desviando o curso de dois rios – e não se sujou, nem física nem moralmente.

“Ok, Joseph, ok” – algum leitor açodado pode estar se perguntando – e o que isso tem a ver com esse título LONGUÍSSIMO? Onde entra a cloroquina nisso?”

Explico.

No livro de horrores que está sendo esse período de pandemia, uma das páginas mais vergonhosas está sendo escrita pelos que, movidos por interesses políticos e pelo desejo sócio-patológico de dizer “eu avisei”, torcem desavergonhadamente para que nada dê certo – incluindo o uso do medicamento conhecido como cloroquina.

Não vou entrar no mérito sobre a eficácia ou não.

Mas penso que pessoas que zombam de um medicamento que pode salvar vidas ou, no mínimo, amenizar o sofrimento de quem padece pelos horrores dessa doença, nem gente é:

São nematelmintos morais que habitam o mais profundo substrato formado por guano e chorume dos estábulos de Áugias.

Nesses corações e almas imundos, nem Hércules daria jeito.

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