O BBB é ruim, mas muito ruim. Mas ele também pode ser bom

Imagem: Google Imagens – Torcedores
Eu não assisto BBB. Não há nesta afirmação nenhum ranço pretensamente intelectual metido a superior, do tipo “ain, eu não me misturo com a gentalha…”.
Não, porque assisto programas tão ou mais trash que o BBB – apenas pelo divertimento, que o Big Brother não me proporciona.

Acho que o reality, que era razoavelmente divertido quando surgiu, tornou-se uma ópera bufa, integrada por péssimos atores – e o pior, por gente quase invariavelmente chata.
Clichês ambulantes, na maior parte das vezes, robôs humanoides interpretando papéis dentro de “lugares de fala”.

O BBB tornou-se um símbolo perfeito do lamaçal ético – e estético, por que não? – em que nos metemos, e virou moda descer a borduna no programa.
Mas, se ele é um exemplo claro do quão ruim o Brasil se tornou, ele também mostrou, nessa edição, o quanto o Brasil MELHOROU.

Sim, porque, há algum tempo atrás, bastava um participante simplesmente encaixar uma série de jabs ideológicos no reality, apelando para a variada prateleira de discursos vitimistas à disposição, para tornar-se instantaneamente popular.

O resultado da fragorosa votação de ontem mostrou que o povo que assiste e participa do programa não cai mais em arapucas ideológicas.

Mas, o mais importante é:

O povo que assiste o BBB e seus congêneres hoje dispõe de elementos que permitem que ele IDENTIFIQUE E REJEITE uma arapuca ideológica.

Há uma luz no fim do túnel. E, não, não é a locomotiva em sentido contrário, viu?

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