“Nós, os conservadores, somos chatos. Mas também estamos certos”

Foto: Wolfgang

A frase do filósofo inglês Roger Scruton me veio à mente hoje, quando, mais uma vez, fiquei matutando sobre como é possível que tantas pessoas – principalmente as mais jovens – se deixem enganar por ideais revolucionários.

E, dessa vez, o insight me veio através de uma antiga canção, na qual um antigo compositor brinca com ideias opostas, associando todas as negativas ao conservadorismo.

Para o lisérgico autor, a chave é a palavra “careta”. Gíria antiga, muito usada nos anos 70, o dicionário nos diz que careta é “pessoa antiga, fora da moda, antiquada. Aquele que sempre segue os padrões antigos, que não arrisca coisas novas e diferentes.”

Sem necessidade de fazer um tratado sociológico sobre o tema, as ideias revolucionárias, embora já velhas e mofadas, são sempre revestidas de uma aura de originalidade, como um presente velho embalado em papel novo e brilhante. Uma espécie de bolo solado, rançoso e sem recheio mas recoberto de glacê.

As palavras simples e diretas de Roger Scruton parecem chatas e sem atrativos – “caretas” – diante da prosa hermética e colorida daquele antigo compositor. Mas, em uma espécie de ato falho do subconsciente, na mesma letra o autor brada, bovinamente, para que o eu poético ponha os cornos acima.

Ainda bem que ele sabe que manada são eles, viu?

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