No Brasil, só a excelência não é o bastante: o que se exige é praticamente santidade

Tomemos Pelé, por exemplo: o cara redefiniu os conceitos do futebol, a ponto de podermos falar em antes e depois do seu surgimento como atleta.

Foto: Google Imagens – Esquina Musical

Mas basta citar seu nome e logo surgem os “poréns” e “mas”: que ele não é um exemplo de pessoa, que ele nunca se posicionou politicamente, pipipi-pópópó…
O caso se estende a todas as áreas, praticamente.

Parece que o brasileiro exige que qualquer pessoa que alcance alguma projeção em sua área deva reunir também os requisitos para se candidatar ao cargo de Dalai Lama, papa e mestre Yoda – tudo ao mesmo tempo.

Curioso é que os que fazem tais exigências poderiam perfeitamente, na maioria imensa das vezes, ser personagens daquela famosa fábula: onde um símio não vê a cauda do outro.

Deixar de perceber o conjunto harmônico que a floresta representa para atentar apenas nas imperfeições de um único tronco é um dos grandes obstáculos que nos impedem de construir uma nação.

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