Ninguém ficou chocado com a tatuagem onde o sol não bate

E isso não é bom.
A sociedade aqui do nosso Principado do Bananistão não fica mais chocada com notícias comezinhas assim. Esse estágio já foi completado, o level foi ultrapassado e o plano foi executado – tudo com sucesso e maestria.
Quem lê notícias como essa talvez até ache alguma graça, quiçá balance a cabeça, ainda sorrindo, para em seguida mergulhar na página de esportes.
Tudo normal, é só o Brasil, afinal, aqui é assim mesmo, tem jeito mais não, eita que o Flamengo vai ser campeão!
E ninguém liga – hoje é uma tattoo no coo, amanhã o que será, que será?
Entendam: nada contra a tatuagem onde o sol não bate.
Foto: Google Imagens – Amo Tatuagem – meramente ilustrativa, ok?
Cada um faz o que quer do seu corpo.
Ser conservador é ser, também, capaz de respeitar a individualidade de cada um – até e principalmente se ela não lhe agradar.
Odeio hipócritas, falsos-moralistas e bons mocismos de pau oco.
O que me incomoda é só a espetacularização do que deveria ser íntimo, privado, restrito, e sua transformação em uma espécie de showmício, que visa provocar uma sensação de acomodação, de coisa de somenos, mais do mesmo. Troco de pinga, como dizem aqui no interior.
E assim vamos nos bestializando cada vez mais, cada vez mais entorpecidos, embrutecidos, insensibilizados.
Viver no Brasil é sofrer um ultraje por dia – e o pior é que ninguém percebe mais.

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