A violência no Rio


Foto: Arquivo Google – Jornal Metrópole

O problema da violência no Rio não é quem a provoca mas quem a combate – a lógica distorcida de quem sente orgulho do caos.

Ainda sobre a desastrosa abertura do carnaval carioca, em Copacabana, li alguns comentários que me fizeram perder um pouquinho mais da já pouca fé que mantenho sobre a recuperação – em todos os sentidos, ético, moral, social – do Rio.

Alguém comentou que o problema, durante e após o evento, não foram os arrastões – porque, para estes, basta se manter “esperto”.

O problema seria a polícia, que – mas não é mesmo um absurdo?! – “invadia” os pacíficos arrastões à base de spray de pimenta e bombas de efeito moral.

O carioca – ou ao menos uma parte considerável da população – parece ter não só se acostumado com a violência, mas a normatizado, tê-la incorporado ao cotidiano da cidade.

Como se a violência já fizesse parte da paisagem carioca, como as chuvas de verão, o Corcovado e o barquinho que vai quando a tardinha cai.

O pior disso é perceber que alguns cariocas parecem sentir prazer nessa lógica invertida e perversa.

Parece que sentem um certo orgulho do caos.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *