A Educação brasileira


Esses dias tive uma discussão com um amigo de esquerda – sim, ainda conservo alguns – sobre a Educação brasileira.
Ele dizia que Bolsonaro fez péssimas escolhas para o ministério da área, e que, por conta disso, a Educação brasileira iria ser arruinada.

Disse isso babando na gravata e com olho rútilo, como um personagem de Nelson Rodrigues.
Ele usou essa expressão: arruinada. Sério.
Fiquei matutando.
Em qual realidade paralela, multiverso ou buraco de minhoca um vivente desses existe? Sim, porque a Educação brasileira há muito já passou da fase de ruínas.
Se a Educação brasileira estivesse em ruínas, estaríamos no lucro.
Porque nas ruínas você ainda encontra algum valor. Objetos antigos. Estátuas. Conhecimento sobre o povo que habitou aquela região.
A Educação brasileira é aquilo que sobra depois que as ruínas foram devastadas pelo Tempo.
O solo estéril. O sol abrasador secando. Ervas daninhas.
Atribuir futuramente a extinção da Educação brasileira a uma hipotética ação do Bolseiro é de uma desonestidade intelectual ou cegueira cognitiva indescritível.
Após duas décadas de governos esquerdistas no Brasil, nossos indicadores educacionais estão abaixo de algumas nações africanas.
Quando, a julgar pela visão obscurecida do meu amigo, nossos alunos deveriam competir em pé de igualdade com alunos da Suécia. Da Austrália. Do Canadá.
Droga, a julgar pela visão da Esquerda, após os anos Lula e Dilma, nossos alunos deveriam ser melhores que os de Wakanda!
Mas, ao fim e ao cabo, após duas décadas de governos esquerdistas no Brasil, isso é o que a Educação brasileira é:
uma cidade fantasma, com um ou dois prédios de madeira, em pé, com aquelas bolas de poeira passando de vez em quando e habitada apenas por lagartos.
E com ou outro abutre sobrevoando e decidindo que não tem nada interessante ali.
Nada.

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