11 de agosto de 2022
Colunistas Joseph Agamol

Um cântico para a Europa em seu declínio

Imagem: o piloto da R.A.F., Royal Air Force, Francis Mellersh, corta o cabelo em um intervalo entre as batalhas, em 1942.
Ele viveria até os 72 anos
Eu caminho por entre as ruínas do mundo que conheci, entre monumentos e avenidas, igrejas e teatros.
Arcos de um Triunfo que não sobreviverá.
Eu choro pelas gerações de meninos a lutar em tuas grandes guerras contra o mal ciclópico, e lembro de teus grandes homens de todos os tempos a lamentar todo o esforço. Em vão. Em vão.

O que haveriam de pensar teus césares e Churchils, a ver-te abrir docilmente tuas fronteiras aos bárbaros?
Teus fortes, os mesmos que resistiram a godos e ostrogodos, cartagineses e nazis, encanecem agora, sob sol e neve, gelo e fogo, abandonados aos abutres e chacais.

Eu choro por Verdun e Normandia, e pelos combatentes ainda sob o solo congelado, como os aliados de Aragorn na batalha de Pellenor.
Eu lamento por ti, Europa, agora perdida, e talvez para sempre, até que Arthur se una a Aragorn e Ricardo e Dom Sebastião e Winston e todos os teus gigantes do passado.

E resgatem a Excalibur encravada nas almas dos homens dos dias de hoje.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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