2 de julho de 2022
Colunistas Joseph Agamol

Recebe o afeto que se encerra

Imagem: detalhe de “A Pátria”, quadro de Pedro Bruno

O Hino à Bandeira sempre foi meu preferido, junto com o Hino da Independência.

Gosto da melodia suave e introspectiva, em contraste com o belicismo fake do hino principal, e também da letra, principalmente do verso que escolhi para abrir este texto.

O fato é que a poesia de Bilac fez uma feliz união com a melodia de Francisco Braga: o hino inteiro é delicado, sutil, feito sob medida para cantarolar consigo próprio.

É quase uma oração.

Em tempos onde os sentimentos simples e verdadeiros, como o amor à terra onde nascemos, são vilipendiados, ofendidos e desprezados dia após dia, o Hino à Bandeira do Brasil soa como um pequeno regato de águas limpas, nascido de cachoeira, que purifica o solo por onde passa.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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