9 de agosto de 2022
Colunistas Joseph Agamol

Essa é a imagem mais bonita que você vai ver hoje

Foto: Helen Levitt

Helen Levitt gostava de pegar sua câmera e perambular a esmo pelas ruas de Nova York.

Nesse dia, em meados dos anos 40, ela viu duas crianças brincando.

E o que ela retratou me faz perguntar, hoje, mais de 70 anos depois de Helen ter feito, com o seu olhar, o tempo parar por alguns nanossegundos – e ficar congelado na memória.

Para onde foram as crianças que brincavam juntas, na rua, alheias à matizes, imunes a ódios e ignorando rancores?

Em que era geológica se encontram as crianças que brincavam juntas na rua, avessas a ideologias, imersas em achegos, e desdenhando lágrimas?

Onde foram parar as crianças que brincavam juntas na rua?

Em qual dobra do tempo, em qual universo quântico, existirão ainda as crianças que brincam na rua?

Desbravadoras de mundos antigos onde reinava a verdadeira liberdade de apenas ser e existir?

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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