16 de agosto de 2022
Colunistas Joseph Agamol

Essa é a imagem mais bonita que você vai ver hoje

 Foto: Tom Bauer

Em 2011, os bombeiros de Missoula, no Estado americano de Montana, receberam um chamado: alguém havia avistado o que pareciam ser chamas em uma casa, no Vale da Cascavel – ah, como eu amo os nomes dos lugares nos U.S.A.!
Não havia ninguém em casa – quer dizer, COMO ASSIM não havia ninguém, Joseph?
Havia uma gatinha cinza listrada, com cerca de 1 mês de vida e com um belo par de assustados olhos azuis.
Para sorte dela, seu caminho ia cruzar com um bombeiro chamado Brett Cunniff, para o qual vidas importam – e não necessariamente humanas. Vidas apenas.
(Mais tarde, a sargento da polícia de Missoula, Sandy Kosena, que estava no local, sugeriu que a gatinha fosse chamada de “Smoky” – nome apropriado, creio)
O bombeiro Brett pegou Smoky, que estava deitada e, segundo ele, “parecia não estar respirando bem”, e aplicou oxigênio delicadamente através de uma pequena máscara.
Minutos depois, a assustada – e sortuda – gatinha estava sendo mimada em uma ambulância, até chegar ao Hospital Veterinário, onde se recuperou bem.
Não sei por onde Smoky anda gastando as suas 7 – nos Estados Unidos são 9 – vidas restantes, mas a notícia mais recente que tenho do bombeiro Brett é de 2019:
Brett estava envolvido na organização de um jogo de hóquei beneficente dos bombeiros, com toda a arrecadação destinada a fundos de caridade.
Penso que algumas pessoas parecem acordar de manhã e pensar:
“Qual vida eu vou salvar hoje?”
Vidas importam.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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