9 de agosto de 2022
Colunistas Joseph Agamol

Aqui é a decepção: é onde eu decepciono as pessoas…

Sei que vou perder alguns seguidores com o que vou dizer agora, mas… c’est la vie, como na canção de Chuck Berry, aquela que é maravilhosamente dançada por John Travolta e Uma Thurman em “Pulp Fiction”. Bora.
1 – eu apoio o presidente Bolsonaro, mas meu apoio não é incondicional.
Se ficar provado que ele cometeu algum ilícito, que pague. Se tiver que ser impeachado, que seja. Eu não contemporizei com o impeachment da Lady Di.
E aqui não tem “ahn, mas o Petê fazia igual!”. Amiguinho, se fosse para fazer igual ao Petê eu tinha feito campanha para o outro candidato: pelo menos a gente ia não passar os sustos que a gente passa agora. Tem um ditado que diz: cada cachorro que lamba sua caçuleta.
2 – sou radicalmente contra violência ou ameaça de violência contra quem quer que seja.
Vi algumas coisas ditas e escritas contra as famílias de políticos e juízes que, honestamente, me deixaram com vergonha: conservadores de verdade não fazem isso. Quem diz que os fins justificam os meios é a esquerda radical. Não nós.
Como diz a frase de Nietzsche que eu amo: quem combate monstros tem que tomar cuidado para não se tornar um monstro também.
3 – não apoio golpes de qualquer espécie. Se eu apoiar um golpe agora, teria que apoiar um golpe eventual de um Petê ou Pissol se um dia voltarem ao poder.
É isso. Não digo essas coisas para posar de bonzinho, até porque, embora algumas pessoas pareçam me considerar um híbrido de Madre Teresa com Mahatma Gandhi, eu vivo vacilando.
Como diz o personagem Louco, da Turma da Mônica, “aqui é a Decepção: é onde eu decepciono as pessoas.”
Gratitude. Beijos na vesícula. Se não tiver – eu não tenho – beijos no duodeno.
Ah, este não é um post para debate. Se não concorda, pegue seu banquinho e saia de mansinho.

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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