26 de maio de 2022
Colunistas Joseph Agamol

A garota que não acreditava em signos

Ah, quer saber?! Essas coisas de amor não são pra mim, não, viu?! Parei. Chega. A partir de agora, somos só eu e o Clint. O Clint, você sabe, o meu sharpei, gordo e tão soneca que tem preguiça até de latir, vê se pode?!

Agora me diz se não tenho razão: escolho os candidatos a dedo, mas, ó, que dedinho ruim que eu tenho, ô!

Primeiro apareceu o Gybba, assim mesmo, com Y e dois bês. Claro que não ia dar certo, homem de Leão, mais vaidoso que eu, tô fora. Gybba! Com Y e dois bês, já se viu?

Depois veio o Kaíque – que eu sempre achava que era nome de barquinho. Um cara legal, até, sabe, mas… taurino, suuuuuuuper protetor, ai, no começo tava até bom, mas foi sufocando, sufocando… fui!

O terceiro – nossa, que isso tá até parecendo aquela música do Chico, “Valsinha”, lembra? “O primeiro me chegou…”

Então. O terceiro foi o Du. Gracinha de pessoa, mas meio avoado, moderninho… e não me ligou no dia seguinte, acredita? Nem no seguinte. Nem no seguinte. Aí deixei quieto, aquariano, ascendente em Gêmeos, sabe, não era para ser…

Aí apareceu o Claude – descendente de francês, chique que dava até nojo, entendia de tudo, posição de talher na mesa, qual vinho combinava – aliás, “combinava” não, ele dizia “harmonizava”.

Então, qual vinho harmonizava com qual queijo, qual massa… Mas quando foi lá em casa ficou arrumando os bibelôs na mesa e – não conta pra ninguém! – na hora de tirar a roupa, dobrou tudo dobradinho em cima da cadeira, vê se eu posso com isso!

Virginiano, claro, né?! Tinha como dar certo? Sou tão pateta!

Só sei que cansei! Vambora que tá na hora do filme e… que que cê tá vendo aí? Horóscopo??? Ah, SÉRIO que você acredita nessas coisas, eu hein?! Bora logo, miga, que eu que não levo fé nesse troço, não…

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Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

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