11 de agosto de 2022
Colunistas Joseph Agamol

A beleza sob fogo cerrado

Um antigo comediante tinha um personagem que dizia: você pensa que é bonito ser feio?
Esse dia chegou. Hoje em dia podemos dizer que o bonito é ser feio, que estar na moda é ser grotesco, entre outras inversões de valores.

Os exemplos estão aí, no cinema, nas artes, na propaganda, na indústria…
Parece que os novos revolucionários, esses eternos sensíveis, querem, até mais do que os antigos, moldar o mundo à força, derrubando, de forma tanto metafórica quanto real, os símbolos daquilo que os ofende.
Derrubam estátuas. E, em seu lugar, erigem seus novos ídolos. Que devem ser obrigatoriamente iguais.
(deve ser por isso que os novos revolucionários parecem feitos em série, homens e mulheres)
A diversidade os magoa. Para eles, é inaceitável que algumas pessoas sejam mais bonitas, mais inteligentes ou mais talentosas do que as outras.

Audrey Hepburn, exemplo de beleza clássica que talvez fosse escorraçada hoje em dia, em foto de Jack Cardiff

Como no primeiro filme do Batman, com Michael Keaton e Jack Nicholson, o Coringa, deformado por um acidente, quer impor as mesmas cicatrizes de sua deformação a todos.
No fundo, no fundo, todo revolucionário é um grande invejoso.
Podemos dizer que a Beleza é conservadora.
E a Inveja… a inveja é profundamente revolucionária…

author
Professor e historiador como profissão - mas um cara que escreve com (o) paixão.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.