
Em 1970, como advogado concursado da Petrobras, publiquei o livro: “Petróleo Soberania e Desenvolvimento¨, em defesa do monopólio estatal do petróleo.
Fui o primeiro empregado a escrever um livro sobre a histórica criação da Petrobras.
Defendi em palestras a exploração e produção petrolífera na plataforma continental.
A mídia noticiou que a Petrobras teve um lucro líquido de R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025, o que representou um significativo aumento de 48,6%, superando os R$ 23,7 bilhões do mesmo período de 2024.
Foi o maior lucro registrado pela empresa nesses dois últimos anos.
O Presidente Lula, no discurso na cerimônia de comemoração dos investimentos em refino e petroquímica na Petrobras, em 4 de julho de 2025, declarou:
– “Nós estamos vivendo o melhor momento de aumento da renda salarial. Nós estamos vivendo um momento de muita respeitabilidade no mundo”.
A declaração presidencial não se coaduna com a realidade da situação deplorável dos empregados e pensionistas da Petrobras, que, desde 23 de dezembro de 2023, como presente do Natal, até aos dias de hoje, sofrem uma desmedida redução de 20% em seus salários.
A atual Presidente da Petrobras Magda Chambriard, foi nomeada em 24 de maio de 2024, estando em pleno vigor a vergonhosa ”punição salarial”.
A Presidente ostenta um respeitável currículo, como Diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), de 2012 a 2016.
Diante do impasse negocial, os empregados da Petrobras, com os prestigiosos apoios da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do SINDIPETRO-RJ entraram em greve reivindicatória da revogação da fatídica redução salarial, que afronta o tradicional profissionalismo dos empregados da Petrobras.
Que Deus ilumine o caminho da urgente reparação à falta de respeitabilidade e injustiça contra os valorosos empregados e pensionistas da Petrobras.

