
O mundo em crise carece de uma paz duradoura, sem guerras e conflitos.
As mais noticiadas guerras são as da Ucrânia, invadida pela Rússia desde 24 de fevereiro de 2025 e a da Faixa de Gaza, desde 7 de outubro de 2023.
A lista continua com as guerras no Iêmen, Nigéria, Afeganistão, Sudão do Sul, além de vários outros conflitos com seus desdobramentos, agravados, a partir de 2023.
O Brasil, como nação, que se diz democrática, honra a sua tradição humanitária de defender a paz mundial.
O presidente Lula, numa fase de boa popularidade e de expectativa de encontro pessoal com Donald Trump, quiçá na Malásia, vem enfrentando duas grandes guerras.
A primeira guerra é a de tirar do foco da mídia do bilionário esquema de fraudes do INSS, denunciado pela “Operação Sem Desconto” da Policia Federal, que comprovou os escandalosos desvios e a lavagem de recursos dos beneficiários do INSS.
O criminoso esquema propiciou descontos irregulares, sem a autorização dos aposentados e pensionistas. num total estimado de R$ 4,3 bilhões.
O inquérito da PF originou a criação da “CPMI do INSS” no Congresso Nacional.
O presidente, ao invés de buscar um destino lucrativo e eficiente para o INSS, conseguiu que a Justiça removesse das redes sociais posts contra familiar do Palácio da Alvorada.
Tem mais: como os governistas têm a maioria na CPMI, usam o poder de cancelar as convocações de testemunhas, que possam comprometer o governo na gestão do INSS.
A outra guerra é a da crise financeira dos Correios.
De um lucro recorde de R$ 3 bi, em 2021, com a contratação de 3.500 funcionários, o prejuízo da estatal chegou a R$ 4,3 bi no 1º semestre de 2025.
Apesar do cenário de déficit recorde e a deterioração da qualidade dos serviços, o Planalto pretende obter um empréstimo de R$ 20 bi para salvaguardar o uso politico do empreguismo na estatal, às vésperas da bilionária campanha presidencial de 2026.
Este é o verdadeiro Brasil, sem paz e sem benefícios para os contribuintes.
N.A.: A CPMI do INSS rejeitou, nesta quinta-feira (16/10), a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, dirigente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

