Os finalistas do "Carro do Ano 2016" na Europa

Acaba de ser divulgada a lista dos sete finalistas para o disputadíssimo – e ultrarrespeitado – prêmio “Car of the Year 2016” europeu. Eleito por um júri composto por 58 jornalistas dos principais veículos especializados do Velho Continente, o Carro do Ano passa por uma batelada de testes e avaliações. Todos os jurados são obrigados a responder a 25 quesitos em relação a cada modelos indicado, defendendo e argumentando em favor de seus preferidos. O resultado final será divulgado no Salão do Automóvel de Genebra, no final de fevereiro. Vamos aos indicados, em ordem alfabética (e com alguns comentários “inxeridos” meus):
1 – Audi A4. Todo atualizado em 2015, o sedã compacto médio da marca das argolas ganhou ainda mais equilíbrio, desempenho e eficiência energética. A eletrônica está mais avançada e não falta muito para ele começar a conversar com você. Visualmente, bem, é um Audi como todos os outros. De longe, difícil dizer se é um sedã A3 ou A4 (e, se houver neblina, A6 ou A8)…
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2 – BMW Série 7. A sexta geração do sedanzão bávaro é um festival de tecnologia e itens de conforto (as vezes, as duas coisas juntas). Todos os comandos da central multimídia (que, por enquanto, só não prepara salsichão com repolho) podem ser dados por gestos, à distância. Há tablets à bordo para os passageiros do banco de trás, sistemas de controle de estabilidade, frenagem (as janelas se fecham automaticamente em freadas bruscas) e de tração que fazem qualquer estrada ensaboada parecer uma ferrovia e, o mais importante (pelo menos pra mim): um motor V8 biturbo de 450cv e pouco mais de 66 kgfm (coisa de foguete) sob o capô. Zero a 100 km/h em 4 segundos.
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3 – Jaguar XE. Esse eu conheço como motorista. O “Jaguar júnior” tem alto padrão de acabamento, ótimo desempenho e é recheado com praticamente todos os recursos de segurança disponíveis atualmente. É bonito a beça e, como todo bom Jaguar, bom e prazeiroso de dirigir. Não chega a ser um superesportivo – na Europa há, inclusive, versões mais “mansas” a diesel. Mas é um daqueles carros de passeio que podem transformar uma viagem em diversão e coloca a marca em um segmento de mercado em que não tinha peixes para vender.
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4 – Mazda MX5. Best-seller nipônico criado em 1989 e que, na prática, criou (ou recriou) um nicho de mercado nos EUA e Europa, esse conversível esportivo barato é a prova de que certos sonhos dourados (ou vermelhos, azuis, brancos…) não são assim tão difíceis de se conquistar. É o roadster mais vendido da história, já beirando um milhão de unidades e sua versão atual é a quarta geração que, na prática, mantém (viva!) seus princípios básicos: carroceria leve, motor pequeno e elástico (1.5 de 130cv ou 2.0 de 158cv), tração traseira, estilo limpo e bonito e preço competitivo. Na Europa, você vê exemplares de todas as gerações, aos montes, levando gente sorridente pelas estradas no verão, inclusive na exigente Alemanha. Quero um pra mim.
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5 – Opel / Vauxhall Astra. Esse me dá uma certa dor de cotovelo. O nome entrega porque: é descendente do Astra que foi montado e vendido como Chevrolet aqui no Brasil até o começo deste século – mas não é mais… Produto da afiliada alemã da GM, foi lançado no final do ano passado e, além da tecnologia interativa, faróis de LED, peso reduzido e altas notas nos testes de segurança NASCAP, é empurrado pelo econômico motor 1.4 turbo de alumínio que gera 145cv a gasolina. Por lá, ainda oferece opções 1.0 de três cilindros (105cv) e diesel 1.6 (96cv). Aqui suas linhas influenciam mudanças no Cruze, que, aliás, deve ganhar como opção o mesmo motor turbo 1.4.
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6 – Skoda Superb. Sabe o VW Passat? Pois é, esse bigodudo aí é a versão checa para o sedã médio grande alemão. Pertencente ao grupo de Wolfsburg, a tradicional montadora da Europa Oriental é responsável pela linha um pouco mais acessível de modelos da holding – que inclui ainda a espanhola Seat (e parte da linha Audi) no compartilhamento das plataformas. Embora seja mais simples, esse modelos incorpora todos os avanços dinâmicos e de segurança da nova geração do Passat. Além disso, a Skoda é tradicionalmente boa em dirigibilidade, fez (e ainda faz) seu nome em competições de rali e, como vemos, matém um estilo próprio, mesmo sob o julgo alemão.
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7 – Volvo XC 90. O galipão sueco é o sonho de todos os amantes de jipões e SUVs americanos que têm alguma consciência ecológica e preocupações com os outros. Basta dizer que o slogan de sua campanha de vendas menciona “uma sensação de paz e harmonia”. Traz air-baig até para pedestres (que tiverem a falta de sorte de cruzar o seu caminho na hora errada), além de uma infinidade de recursos de segurança dignas de um… Volvo. Seu motor é um 2.0 quatro cilindros futurista que rende 320cv (!). Por dentro, tem todo o luxo e o conforto dos melhores carros do segmento.
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E aí, em qual desses você votaria?

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