8 de agosto de 2022
Adriano de Aquino Colunistas

Super Interessante

Há tempos, a tendência de se desligar a espécie humana das baias da natureza vem formatando uma pauta política em defesa da espécime pós-humana vivente.
O ‘lugar da fala’ na política de gênero frequentemente ataca o preconceito dos conservadores os acusando de transfóbicos por insistirem em permanecer atados à ordem natural da espécie humana.
Não faz muito tempo, a escritora JK Rowling foi taxada de transfóbica por ter curtido um tweet que se referia aos trans como “homens de vestido”. Só pela curtida, a escritora foi alvejada com montes de impropérios.

Depois dessa ofensa, Rolling é seguida de perto por ativistas trans. Ontem, a escritora enfureceu alguns dos seus a 14,5 milhões de seguidores ao compartilhar um artigo intitulado ‘Opinião: Criando um mundo pós-COVID-19 mais igual para as pessoas que menstruam’.
“Pessoas que menstruam.” Tenho certeza de que costumava haver uma palavra para essas pessoas… Wumben? Wimpund? Woomud?
“Ao postar o irônico comentário, os ativistas trans pularam na carótida da escritora acusada de ‘antitrans’ e ‘transfóbica’ que faz parte da tropa que ronda ameaçadoramente a vida dos transgêneros,
Rowling foi chamada de ignorante e preconceituosa por não acatar a verdade de que “indivíduos não-binários e não-conformes ao gênero, também podem menstruar”.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.