Presteza e esperteza

Foto: Google – Money Times

Se a ‘presteza esperteza’ com que os governadores e prefeitos rapidamente estimam o tamanho do orçamento emergencial para combater o Covid 19, correspondesse à eficácia no atendimento aos doentes, o leitor perguntaria: Em que país? Deixa pra lá!

Fiquemos na real politik nativa.

Dória é um vendedor nato. Sua verve negocista tornou a pandemia um produto a ser administrado financeiramente em beneficio próprio.

Recorrendo à técnica de mercado futuro, Doria estima que o Covid-19 produzirá 220 mil casos Covid-19. Negoção!

Tendo em vista que a prioridade do seu negócio não é fazer tudo que for possível para reduzir a hipotética projeção, Dória converteu a desgraça em ‘trunfo’ que oferece como garantia ao Banco Mundial para um empréstimo de US$ 100 milhões.

Além desse empréstimo / investimento, Dória projeta mais R$ 1,2 bilhão em ‘extras’ para alavancar seu magnifico investimento político pessoal.

Witzel, governador do Rio de Janeiro, é um burocrata trapalhão que toca as finanças do estado como um dono de quitanda. Seu investimento pessoal na projeção da candidatura presidencial para 2022 é seu único produto.

Suas trapalhadas expõem publicamente ações desastradas que servem como manchete de jornais para embrulhar hortaliças de fim de feira.

Com pose de gerente de mercearia, camisa social e gravata, anunciou hospitais de campanha inacabados, onde o que se destacou como notícia foi a denúncia de um deputado : “Com o escopo dos gastos em mãos, o deputado mostrou um item de jardinagem no Hospital de Campanha com o custo de R$ 25 milhões de reais, já um aluguel de tenda custará aos cofres públicos o valor de R$4 milhões”.

Dias depois, ao embrulhar as hortaliças com jornal, Witzel, tomou conhecimento do fato(!) e mandou a polícia apurar.

Não demorou muito, outra notícia publicada no G1: “A compra emergencial de respiradores para pacientes de Covid-19 no estado do Rio de Janeiro está sob suspeita. Quatro pessoas foram presas durante operação do MP e Polícia Civil nesta quinta-feira (7), entre elas Gabriel Neves, ex-subsecretario estadual de Saúde, por suspeita de vantagens ilegais nas aquisições(…) Contrato de R$ 67 milhões assinado entre a Arc Fontoura e a Secretaria de Saúde garantia R$ 67,9 milhões para a empresa, que deveria entregar imediatamente 400 respiradores que ajudariam a salvar vidas nos hospitais públicos do RJ.Essa foi a maior compra de medicamentos que a secretaria fez, mas até o momento nenhum equipamento foi entregue”.

Witzel não faz outra coisa que tomar conhecimento das enrascadas que produziu no dia anterior ao embrulhar os ‘abacaxis’ em velhos jornais.

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