Imagem: Arquivo Google – BBC

Muito se especula sobre as forças estrangeiras posicionadas na Venezuela para dar cobertura tática e militar ao regime Maduro.
Variam os prognósticos sobre o montante de tropas cubanas no país. Porém, ninguém, sequer o ditador, nega peremptoriamente que elas estejam acantonadas em território venezuelano.
Dias atrás noticiou-se a presença em solo venezuelano de aviões russos de combate. Hoje as agências de notícia informam o desembarque de tropas russas no país. Uma movimentação de tropas de um país tão distante da AL, levanta hipóteses ameaçadoras para a região.
Na era soviética, movimentos de tropas russas se valiam do pretexto de segurança para o regime e proteção das fronteiras próximas ao Império soviético contra as tropas do ocidente, como também, deter a ameaça jihadista no Cáucaso.
Num certo sentido, a ameaça jihadista atendeu aos interesses da Rússia, lhe permitindo exibir aos ‘amigos’ da região que ainda podia desempenhar um papel decisivo como protetor dos países muçulmanos da Ásia central.
Em 1979, Brejnev foi convencido pelo Comitê Central do Partido Comunista a intervir no Afeganistão, tomada em decisão unânime do Politiburo.
Yuri Andropov, que depois se tornou secretário-geral do PCUS, a principio se opôs mas acabou cedendo à argumentação de que os jihadistas representavam uma ameaça real à hegemonia soviética no Cáucaso.
A Rússia se enfiou no Afeganistão e deu com os burros n’água.
Todos conhecem o desenrolar do fracasso soviético no Afeganistão Conhecem, sobretudo, a crescente explosão do ódio jihadista contra a Rússia depois da malograda investida soviética. Ódio que só cresceu e ampliou após a Perestroika com a aventura do Vladimir Putin no OM, apoiando o ditador sírio Bashar, que repercutiu em ameaças diretas à Rússia.

Os jihadista “com a ajuda de Alá” prometeram até “libertar a Chechênia e o Cáucaso”das garras de Putin. Semelhante projeto parece bem ambicioso, mas os jihadistas podem realmente ampliar sua influência no norte do Cáucaso, sempre às voltas com uma contestação do poder central russo
Hoje, sabemos que na Rússia quem toma as decisões e da maneira monocrática que as toma, é o Putin.
A representação parlamentar é um artifício aparentemente simbólico. Os senadores entram no jogo como peças decorativas do tabuleiro do xadrez político russo.
A escalada do apoio militar ostensivo da Rússia à distante Venezuela é mais uma aventura expansionista do Putin.

Ela dispensa pretextos relativos à segurança da Rússia ou qualquer outro fundamento político relevante. Me lembra um pouco – de forma mais rudimentar, militarmente exibicionista mas, sobretudo mercantil – a aventura soviética na crise dos mísseis russos em Cuba (Outubro de 1962), da qual Kruchev saiu chamuscado internacionalmente e perdeu prestígio no seu próprio país.

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