Papo entre a cabeça e o coração

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Queridos leitores, a coluna de hoje vai para os pais que ainda sentem dificuldade de aceitar que os filhos não estão mais em casa.
Eu entendo e aceito que os meus não morem mais comigo, pois eles têm que seguir em frente e, para ser sincera, não gostaria de ter dependentes emocionais, mas vai falar isso para o meu pobre coração.
Cabeça: Que bom! Filhos formados, então já chegou a hora de saírem de casa para viverem a própria vida.
Coração: Como assim? Sair de casa com 50 anos? Nem pensar, praticamente nasceram ontem.
Cabeça: Bom, agora vamos nos divertir, já não temos mais de esquentar a cabeça com as necessidades dos filhos.
Coração: O quê? Você acha que eu vou para a Europa quando os filhos e o neto querem vir para cá passar um dia inteiro? Que se dane o Museu do Louvre.
Cabeça: Descobri um instrumentista que vai fazer você chorar de emoção. O cara é gênio, quase um Mozart.
Coração: Um pintinho amarelinho, cabe aqui na minha mão… e as lágrimas escorrem de saudades.
Cabeça: Graças a Deus!!!! UFA, demorou!!!! Nunca mais aquelas insuportáveis festinhas de aniversário dos amiguinhos. Deus é pai.
Coração: Hoje vai ter uma festa, bolo e guaraná, muitos doces pra você… eu quero o meu brigadeiro e não vou deixar aquele menino mal educado roubar a lembrancinha dos filhotes.
Cabeça: Meu Deus do Céu, até quando vou ter de ver “Os Goonies”?
Coração: Filhota, sabe o que vai passar hoje na televisão? Os Goonies. Vem pra cá. Vamos ver no meu quarto comendo pipoca.
Cabeça: Minha Nossa Senhora, acuda-me! Ninguém merece ouvir “I want it that way” (música dos Backstreet Boys) o dia inteiro.
Coração: I want it that way, canto eu com lágrimas nos olhos.
Enfim, síndrome do ninho vazio é a pior coisa do mundo. Só isso.
Um lindo final de semana e até o próximo Boletim.

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