A arte liberta


Já contei essa história neste Face e vou contar de novo, quantas vezes forem necessárias. Leonard Bernstein, um dos maiores maestros do mundo, foi reger a Sinfônica ou Filarmônica de Berlim. Eu escrevi BERLIM. Ele judeu e o compositor clássico homenageado foi WAGNER, alemão antissemita, um dos ídolos de HITLER.
A comunidade judaica ficou furiosa e com razão. Disse Bernstein: nós judeus vencemos. Regi uma orquestra com músicos alemães. Acrescentou: EU ODEIO WAGNER, MAS EU O ODEIO DE JOELHOS!

Por qual motivo essa conversa Dona Yvonne? Porque eu não estou entendendo o motivo dos brasileiros estarem sentindo ódio mortal pelos artistas brasileiros. Soube hoje que até Fernanda Montenegro foi jurada de morte.
Tenho alguns amigos neste espaço que, minuto sim outro também, são favoráveis à suspensão de verbas para a educação.
Se o reitor da universidade X roubou alguma coisa, então que PUNAM o reitor. O que não se pode é prejudicar a vida de quem não tem nada a ver com isso. O que não falta é auditor neste país. Se os daqui não merecem confiança, que contratem estrangeiros.
Sinceramente? Eu estou muito decepcionada com esse fanatismo exacerbado, digno da Idade Média e a terrível Inquisição.
Aí alguém poderá achar que esse meu desabafo é mimimi de petista. Não é, pois não sou petista, mas primo pelo equilíbrio, justiça e bom senso. Se nem a Fernandona escapou é que o Brasil está muito mal.
Não adianta nada citar Chico Xavier ou Gandhi no Facebook se deseja a morte de alguém.

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