Vulcões, drogas e palavras


Pela singela “Teoria do Caos”, uma borboleta bate as asas no Japão e causa um furacão do outro lado do mundo. Em Cuba, por exemplo. Como se Cuba precisasse de mais esta tragédia…
Eu acredito em bruxas, duendes, disco voador e nestas teorias, conspiratórias de preferência, sempre as mais hilárias.
Em 1815, quando não havia YouTube, acho, o vulcão Tambora, na Indonésia, entrou em erupção, fodeu e revolucionou o mundo de mil maneiras.
Foi a maior erupção de todos os tempos.
Na Hora H matou 10 mil pessoas, na sequência, mais de 100 mil, diretamente. Indiretamente, matou milhões.
A epidemia de cólera que dizimou meio mundo, nasceu nos plânctons da ilha. Contaminou a água, que contaminou marinheiros e se alastrou.
Provocou o Ano Sem Verão na Europa, em 1816. Por causa disso, veio a fome, que gerou vários conflitos, movimentos sociais e mudanças que repercutem até hoje.
A parte que mais gosto é a das chuvas intermitentes, também na Europa Sem Verão. Os raios e trovões inspiraram Mary Shelley escrever seu clássico “Frankenstein”. O marido dela e Lord Byron também têm parte da responsabilidade….
Provavelmente por causa do Tambora, há duas semanas, revejo a série, “Breaking Bad”, a favorita de Barack Obama.
Não vou entrar no cerne de “Breaking Bad”, deitando teorias sobre o que leva pessoas consumirem e/ou traficarem drogas. Isso, além de óbvio e chato, é assunto para teses de mestrado, doutorado e pós.
Vou ficar entre as segunda e terceira temporadas e intenções.
Uma gostosa morre, não de overdose, mas em consequência das drogas, asfixiada pelo próprio vômito.
O pai dela, claro, fica abalado. O problema que era só dele é que o cara era controlador de voo; enfia o nome da filha nas coordenadas, provocando a colisão de dois aviões: 167 mortos.
Agora voltemos ao personagem principal, Walter White.
SE desde o início da série, Walter tivesse contado seus nobres e malignos planos à mulher, ao filho e até mesmo ao cunhado que trabalha na Narcóticos…
SE não existe! Mas como explicar que um bobão professor de química, com câncer de pulmão e os dias contados, transforma-se no maior produtor e traficante de Metanfetamina? E azul!
SE Walter tivesse contado, explicado e se justificado; muitas vidas e tragédias teriam sido poupadas, inclusive o acidente aéreo.
Será?
Uma coisa é certa, SE Walter não tivesse câncer, não haveria “Breaking Bad”. E isso sim seria triste, trágico e imperdoável.
Mas triste mesmo é saber que ninguém entende ou pior, ninguém quer entender vulcões, vícios e palavras. Nem as borboletas este pernilongo chato em minhas pernas.
PS: E SE o Carnaval caísse em abril?

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