Deus e Asmodeus na Terra do Sol


Quarta-feira, 19 de junho, falei com um dos advogados do Adélio, por telefone, claro, não tenho armadura, nem colete à prova de balas e facadas. Vai que…
Vocês sabem que os advogados do Adélio são de Barbacena, onde fui inaugurado, em 1962.
Então, por vias duvidosas, um dos advogados vem a ser um meu contraparente. Por isso, através um primo muito torto, Comendador Antônio Carlos, quarta, acabei conversando com este advogado do diabo. A dupla estava, impunemente, em Itaipava, no casamento de outro primo nosso. Aproveito enquanto família grande não é crime no Brasil, como o é na China.
Pausa para minha prolixidade e uma de minhas piadas favoritas.
Sô Luiz Inácio e seus três filhos
Flanando pela rua, Sô Luiz Inácio encontra com Zé Dirceu, velho amigo de infância e cadeia. Cumprimentaram-se, abraçaram-se, um roubou a carteira do outro e começaram a prosear.
Então Sô Zé Dirceu pergunta: “Como é Lula, casou? Teve filhos?”.
Luiz Inácio responde: “Sim. Casei e tive três filhos.
Seu Zé Dirceu pede para Sô Luiz Inácio falar sobre os filhos.
“Meu filho mais velho é alto, forte, mas tem um probrema: Esse não gosta de muié. Arrumou um namorado e dá o dia interim interim”.
Zé Dirceu tenta contornar: “Tem probrema não Lula. Se ele é alto, forte e bonitão é o que importa. E o segundo filho, como é?”.
“O segundo filho não é como o primeiro. Não namora com homi”.
Zé Dirceu aliviado, continua: “Então ele não dá né?”
Sô Luiz Inácio responde: “Só dá quando o mais velho dá…”.
Zé Dirceu, visivelmente constrangido: “E o mais novo?”.
Sô Luiz Inácio suspira e diz: “O mais novo num parece com o mais véio e nem com o do meio. Ele só dá quando bebe”.
Zé Dirceu, já chorando, arrisca: “Só quando bebe?”.
Sô Luiz Inácio responde: “Só quando bebe, mas bebe, mas bebe, mas bebe…”.
Em Belo Horizonte e em Paris, minha casa, quer dizer, os tripleces (plural de tríplex) onde morei – todos de um amigo meu – eram meio embaixada. Em Paris, principalmente, já abriguei gente que eu nem conhecia, mas isso é outra história.
Sou solteiro, sem filhos e orgulhoso disso. Em BH e Paris, sempre morei e Sérgio MORO sozinho, desde 1985. No máximo, dividia com alguém, de preferência mulher, homens são muito porcos. Na época da faculdade, entre 85 e 89, emprestei um quarto pro amigo Renato.
Eu e Renato, até hoje, idolatramos certas figuras, todas folclóricas. Uma delas era o Antônio, o porteiro do meu prédio, rua Timbiras, 1942, ap. 503, horário comercial, à direita, fundos.
Antônio chamava todo mundo de Mestre. Então, eu e Renato também só o tratávamos como Mestre.
Mestre era um ímpar sem par. Não tinha os dentes da frente, mas vivia rindo. Então, colocava a mão na boca e virava o rosto para gargalhar. Inolvidável e simpático vivente.
Mestre só tinha um pequeno problema, bebia cachaça. Porém, só bebia quando trabalhava. Mas trabalhava, trabalhava, trabalhava a noite inteira.
Trabalhando ou não, Mestre era também fervoroso evangélico. E enchia o saco falando e ouvindo músicas chatas, dia e noite. Mas tudo bem, fazia parte do “charme” dele.
Lembram do pastor americano Jimmy Swaggart, que esteve no Brasil cinco vezes, lotando de fiéis o Maracanã e o Morumbi e até o Mineirinho, em BH?
Pois é! Jimmy renunciou em 21 de fevereiro de 1988 ao ministério, depois ter sido flagrado e fotografado com uma postulante a modelo, atriz e recepcionista (tipo puta de Neymar) num motel na pantanosa Louisiana.
Mestre adorava o Jimmy Swaggart…
Então, correligionário de uma maldade por dia, peguei o jornal e levei correndo à guisa de provocar o Mestre. Li o texto, mostrei a foto…
Sabem qual foi a resposta dele?
“Foi Satanás que escreveu isso…”.
Pronto. Acabou comigo. Quem sou eu, um reles agnóstico, que só acredita em Deus quando tenho dor de dente, para discutir com Satanás?
Recolhi-me à minha insignificância, mudei para Paris e nunca mais vi Mestre Antônio, mas deve continuar trabalhando, trabalhando, trabalhando. Isso se não morreu de tanto trabalhar, trabalhar e trabalhar. E olha que só trabalhava quando bebia…
Pois bem, finalmente, depois do mundo dar voltas e eu dar voltas ao mundo, voltemos ao advogado do Adélio.
Sempre por telefone, perguntei a ele se era verdade, ou como ele explicava, a declaração de seu colega, Zanone Júnior que, num vídeo, diz que quem paga seus honorários é a mesma pessoa que mandou Adélio matar Bolsonaro e que “certas emissoras de televisão estariam por trás da defesa de Adélio”.
Digamos que estava falando com o Pedro, sócio do Zanone, talkey?
“Pedro, aquilo é verdade? Quem paga vocês é quem mandou matar o Mito?”.
E o tal do Pedro: “Não, aquele vídeo foi editado… Aquilo foi um tiro no pé, mas o Zanone não falou isso”.
Aí perguntei: “Então me conta aí, quem tá pagando vocês?”.
E o Pedro: “É um colega de Igreja do Adélio”.
E eu: “Calma aí! Que tipo de igreja é essa, cujos fiéis matam o próximo, no caso, um candidato à Presidência, um tal de Bolsonaro e ainda por cima, em Juiz de Fora?”.
E Pedro rindo: “Ué, o Adélio disse que quem mandou matar o Bolsonaro foi Deus”.
Pronto. Acabou comigo. Quem sou eu, um reles agnóstico, que só acredita no Diabo quando me apaixono, para discutir com Deus?
“Voilà!”. Deus só manda matar quando bebe. Mas bebe, mas bebe, mas bebe…
PS: “Por se tratar de um humano que virou demônio e não um anjo caído, Asmodeus possui o livre arbítrio, negado aos anjos, sendo considerado a Arma de Lúcifer para derrotar o MESSIAS”. Atenção! Eu disse MESSIAS. Eu escrevi MESSIAS, talkey?

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