Tá russo!


Sem tapete vermelho e sem as pompas destinadas a Chefes de Estado, o presidente Temer desembarcou, no começo da semana, no aeroporto de Vnukovo na Rússia, e foi recepcionado por um único filho de um putin, do terceiro escalão, que estava disponível.
E a falta de prestígio não parou por aí. Um coquetel de boas-vindas foi oferecido, e apenas metade dos convidados compareceu. Mas para quem estava viajando para a “República Socialista Federativa Soviética da Rússia”, (apelido da falecida União Soviética), como constava de sua agenda, até que foi pouco.
Lá na Rússia (depois descobriram que esse era nome do país), Temer se encontrou com Putin e trataram de assuntos comerciais, intercâmbio cultural, e pasmem, juntos assinaram um acordo de combate à corrupção! Logo um russo e um brasileiro lidando com esse assunto!
De lá, nosso presidente foi conhecer de perto o país com o menor índice de corrupção do mundo: a Noruega! Meio que se sentindo um peixe fora d’água nesse quesito, Temer se limitou a pequenos discursos e disse que “estava deixando a crise para trás”. Verdade! Já fazia, pelo menos, três dias que ele tinha deixado o Brasil joesleyando à vontade. O açougueiro rico dando depoimento e blindando o Lula (o que é natural: ele blinda quem sempre o brindou), fazendo aumentar ainda mais a sua própria crise.
Com esse prestígio todo, Michelzinho seria chamado para o recall de presidente, se a lei já tivesse sido implantada. A proposta do Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que já passou pela Comissão de Justiça do Senado, ainda precisa passar pela Câmara e pelo Senado para ser aprovada, e se aprovada, basta que 10% dos eleitores que tenham votado na eleição anterior, compareçam à uma espécie de “PROCON” político e digam que seu produto veio com defeito. Se isso acontecer, assume o vice que também corre o risco de ser devolvido. Daí a bola passa para o presidente da Câmara, e por aí vai, até que o eleitor fique satisfeito com a mercadoria. (Meio improvável que isso aconteça por aqui! Não o recall, mas a satisfação).
E em meio a toda a crise que acontece no país, vem o Crivella, prefeito da cidade do Rio, dizer que não tem verba para o carnaval. Tudo bem! Não tem nem pra Educação ou pra Saúde, que são muito mais importantes, mas o problema é que ultimamente o povo está vivendo mais de circo do que de pão. O pão já está rareando na mesa dos brasileiros, agora vai faltar também o circo? Ô dó!
E por falar em circo, me lembrei da Justiça Brasileira. Nessa ultima quarta-feira, ela mandou soltar o médico e o monstro, tudo numa pessoa só, Roger Abdelmassih, estuprador de 37 mulheres, todas suas pacientes. Aquele que pegou 181 anos de prisão e que cumpriu menos de três!
Mas a Justiça não é assim de todo boazinha. Ela faz uma exigência: o nobre senhor vai ter de usar tornozeleira eletrônica!
Ufa! Respiraram aliviadas suas vítimas. Só que não! Elas não ficariam contentes nem que a tornozeleira fosse colocada direto na arma do crime. Que, nesse caso, não seria uma tornozeleira, seria uma “penisleira eletrônica”!
Bom, acho que isso ainda não foi inventado, mas fica a ideia para quem quiser produzir e ganhar dinheiro. A freguesia é grande. Vai ter sempre uma juíza bondosa disposta a colocar um estuprador nas ruas!

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