Direita, Esquerda, Volver!


Essa palavras repetidas numa espécie de mantra disciplinador dos exércitos, está martelando na cabeça dos eleitores brasileiros, que daqui uns dias vão ter de cair para a direita ou para a esquerda, nessa eleição. Situação complicada, uma sinuca de bico, como se diz por aí! Mas faz parte do jogo democrático.
O que assusta, porém, é a palavra “volver”, especialmente quando pensamos nos seus sinônimos: voltar, retornar, regressar. É a volta, o retorno, o regresso, das duas fases mais marcantes da nossa história política. E que não foram marcadas pelo lado positivo, diga-se!
E agora? Que rumo tomar?
A direita governou o país por mais de vinte anos em forma de ditadura. Época de repressão das brabas. Quem não concordava com os militares que estavam no poder, ou não abria o bico de medo, ou, quando abria, acabava indo se encontrar com o ídolo do Bolsonaro, o torturador coronel Brilhante Ustra, lá no Doi-Codi. Os que saíram vivos de lá, contam que a experiência não foi das mais agradáveis. Mas isso todo mundo já sabe.
Sabe-se também que o candidato da direita que está liderando as pesquisas, não só apoia a linha dura como até tem um general pra chamar de seu! (Pelo menos por enquanto! Parece que ele não anda muito feliz com as boquirrotices do vice).
O mais estranho porém, é que esse mesmo candidato, já elogiou publicamente em 1999, o ditador venezuelano Hugo Chávez: “uma pessoa ímpar. Chávez é uma esperança para a América Latina e gostaria muito que sua filosofia chegasse ao Brasil”.
Seus passadores de pano tentam justificar, dizendo que isso é coisa do passado.
Mais tarde, em 2002, Bolsonaro votou em Lula, a quem se rasgou em elogios no plenário. Como se não bastasse, ainda sugeriu ao “companheiro”, o nome de José Genoíno, para ministro da Defesa.
E de novo, lá vem o bloco da limpeza com a história de que essas declarações pertencem ao passado.
Declarações do passado ou do presente, mostram que esse candidato, ou é um apoiador nato de ditaduras, sejam elas de direita ou de esquerda, ou não sabe nem por onde galinha mija! (Pra quem também não sabe, é pela cloaca)!
Na outra ponta do iceberg, temos uma figura decorativa como candidato da esquerda, que representa a segunda pior fase política da história do Brasil.
A fase dos roubos, dos rombos, das dissimulações, dos desastres econômicos, sociais e do caráleo a quatro.
Votar no Haddad, será o mesmo que eleger o maior ladrão da paróquia, que certamente, ficará em liberdade tão logo o poste assuma, porque para o PT, as leis não têm nenhum significado (isso ficou bem claro, com o salseiro que armaram para registrar a candidatura de um prisioneiro), embora o ministro Dias Toffoli tenha dito que ganhe quem ganhar, ninguém vai passar por cima da lei. Sabemos! Oremos!
E como, (a não ser que por algum milagre as coisas mudem), essas são as únicas opções nessas eleições, começam a aparecer os cooptadores de votos dos dois lados.
Uns tentando convencer os 44% dos eleitores que não votam em Jair Bolsonaro de jeito nenhum, a votarem no Haddad no segundo turno, para jogar o candidato da direita pra escanteio.
Os 27% que declararam voto a Bolsonaro, querem que os outros eleitores se unam para eliminar o PT da face da terra.
Concordo que isso não seja uma má ideia, mas só funcionaria se Bolsonaro ganhasse no primeiro turno, porque a perspectiva que ele tem de ganhar de qualquer outro candidato no segundo turno é muito remota, segundo as pesquisas.
E quando alguém tenta ganhar meu voto pra um ou pra outro, eu pergunto: por que tenho votar em um candidato que eu não escolhi e que a maioria da população também não escolheu? Só para alegrar a essas duas pequenas torcidas, ou para dividir responsabilidades, caso (e não por acaso), seus representantes pisem na bola?. Que vantagem eu levo votando num ou noutro se nenhum dos dois me representa, nem em ideias e nem em atitudes? Por que eu é que tenho de mudar minhas convicções e não eles?
Caçadores de marajás, Robin Hoods (no caso do Lula, um Robin Hood às avessas), mitos ou postes não levam meu voto, e enquanto ninguém me convencer de que sou eu quem está prestando um desserviço à nação, vou de nulo mesmo!
A minha hashtag é “elesnaonemqueavacatussa!

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