Rescaldos eleitorais

Os dois super ministros. Imagem: Arquivo Google – Revista Fórum

Espero que esta participação e interesse ativo dos brasileiros pelo pleito deste ano doravante prossiga ainda mais vigorosa, acompanhando, fiscalizando e, se necessário, criticando a atuação dos políticos eleitos: presidente da República, governadores e deputados estaduais e federais. O ato de votar é só o início de um processo democrático. Apenas depositando o voto nas urnas não termina a responsabilidade de cada cidadão.
Agora precisamos unir os vencedores e os vencidos para que juntos possamos tocar a vida num país que não aguenta mais esse “apartheid”. Ou crescemos e aparecemos, ou seremos engolidos com a ajuda da nossa própria saliva. Ou entendemos que o Brasil mudou e nos adaptamos, ou seremos atropelados pelos cidadãos que acordaram de um pesadelo. Juntos, se quisermos, seremos imbatíveis.
Repito aqui um mesmo parágrafo que escrevi quando da 1a eleição de Dilma, apesar de não ter votado nela. “A primeira atitude dos brasileiros após as eleições deve ser respeitar a vontade das urnas. E torcer pelo Brasil. Se o presidente eleito já vai ter uma difícil tarefa, mesmo tendo um grande apoio, com a sociedade dividida vai ser tudo muito mais difícil. Na pior das hipóteses, daqui a quatro anos tentamos de novo”.
Salutar e democrática a alternância de poder entre esquerda e direita, cada qual com seus erros e acertos. Assim nos manteremos atentos, sociedade e imprensa livre, a quaisquer arroubos de autoritarismo político ou social, como assim fomos nos anos de governo do PT. E, daqui a quatro anos, talvez, estejamos elegendo Ciro Gomes, com seus defeitos e qualidades, porque a esquerda também precisa se renovar.
A formação do ministério de Bolsonaro já dá uma ideia do que ele pretende. Durante a campanha ele deixou claro que escolheria técnicos para seus auxiliares e assim está sendo. Já de cara, reduziu o absurdo número de ministérios, mais de 30 para 15 ou 16. É fato que economia mesmo isso não trará muito porque os servidores, concursados, serão remanejados para outros ministérios, mas as benesses dos titulares não mais serão pagas e, fora isso, a imagem que se passa à população é de seriedade. É esperar pra ver.
A indicação de Sergio Moro para o Super Ministério da Justiça reforça a bandeira de combate à corrupção, que esse brasileiro bravamente empunhou, apesar de todas as ameaças que recebeu. Assim, poderá ter um respaldo maior para fazer a faxina completa de que tanto o Brasil precisa e esperemos que daqui a dois anos, ele seja indicado ao STF na vaga de Celso de Mello, assim conseguiremos balancear melhor aquelas Turmas…
Ao nomear o juiz Moro para a Justiça, o presidente eleito sinaliza que seriedade será o marco de excelência em sua gestão, projetando ainda que, em dois anos, esse notável magistrado atingirá o clímax pretendido por todos os advogados brasileiros. Vivemos hoje, com o presidente eleito, uma era com que todos sonhamos: viver em um país sério.
O juiz Antonio Di Pietro, chefe da Operação Mãos Limpas, na Itália, quando convidado por Berlusconi para ser ministro no seu governo, recusou. Só mais tarde entrou de forma independente para a política, criando seu próprio partido. Moro, ainda bem, aceitou de primeira ser ministro de Bolsonaro.

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