Rescaldos do carnaval

Oba! Já acabou? Mesmo? Que ótimo, assim podemos voltar às nossas atividades habituais. Sair e chegar em casa sem ter que conversar e convencer um ou mais guardas municipais de que você é morador e que, portanto, tem que passar para guardar seu carro em casa.

Antes de iniciar esta festa momesca, recebi de um amigo via WhatsApp um Checklist para nos prepararmos para o carnaval. Ele dizia:

Ar Condicionado, ok; TV, ok; Netflix, ok; Amazon Prime, ok; Cadeira/sofá/cama, ok; Vinhos, ok; Whisky, ok; água mineral, ok, iFood instalado e cadastrado, Uber Eats, idem… eu segui este checklist ipsis litteris

Assim eu me preparei para passar o meu carnaval. Nada de TV aberta, nada de cinema – não que eu não goste, mas é que teria que sair de casa e dar de cara com alguns guardas municipais e foliões impedindo ou dificultando minha passagem. Pensei em ir comer fora, o mesmo problema, daí fiquei mesmo no iFood e no Uber Eats. Era escolher o que comer, pedir pelo app e receber na porta de casa…

Só não abri mão das minhas corridinhas diárias. Ia ao Maracanã mesmo, pertinho de casa, porque daí bastava a minha bike, mesmo assim só fui em 3 dias porque arranjei uma tendinite no tornozelo direito que me incomodava um pouco depois da corrida, mas fui assim mesmo… gelinho na volta, refastelado na cadeira assistindo a filmes e séries, no ar condicionado. Alô Dona Light, quebra o galho na conta deste mês?

Ô coisa boa!!! Entre um “pause” e um “play” sempre tinha tempo para um xixi ou dar uma lida rápida no jornal para saber se tinha acabado o mundo e ninguém tinha me contado. Ainda não foi desta vez que acabou. Não rolou.

Numa destas pausas, fiquei sabendo que o Coronavírus estava em expansão, democraticamente, contaminando desde os comunistas mais radicais, até os maiores capitalistas, passando por alguns outros países, especialmente a Itália.

Aqui no Brasil estávamos zerados, ou seja, os casos suspeitos vinham sendo descartados, até que um viajante paulista que chegou da Itália. Diga-se de passagem que ele chegou sem qualquer sintoma e foi diagnosticado posteriormente.

Para o Brasil, ele era o “paciente zero”. As autoridades, até então, só na espreita, tiveram que começar a se mexer. Em primeiro lugar, contactar os passageiros do voo oriundo da Itália onde veio o paciente zero, principalmente os próximos à poltrona onde ele viajava. A partir daí, além de seus familiares, outras pessoas com as quais ele teve contato mais próximo. Procedimento padrão.

A China ensinou ao mundo como conter esta epidemia… se eles, com uma população de mais de 1 bilhão e meio de pessoas conseguiram conter o vírus, por que diabos o resto do mundo, evoluído, não conseguiria?

Infectologistas do mundo inteiro diziam que não deveríamos nos apavorar, já que o índice de mortalidade é baixíssimo e que se, tratados, ninguém irá morrer por conta deste vírus. Enfim, ainda não há vacina específica, talvez no meio do ano já tenhamos. Hoje já recebi um post no Face dizendo que Israel já teria uma vacina em teste (https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/instituto-de-israel-diz-que-vacina-para-coronavirus-pode-ser-criada-em-90-dias-238290/)… como não vi nenhum comentário em outra mídia, pode ser Fake News, mas de Israel nunca duvido de nada.

Perfeita, na minha visão, a atuação da área de saúde do país. O excelente ministro da Saúde do governo Bolsonaro – Luiz Henrique Mandetta – reuniu seu staff, sem alarde, convocou reunião com todos os secretários estaduais de saúde e expôs as providências que deveriam ser tomadas para nos prepararmos. Ele ainda disse: “é praticamente impossível que este vírus não chegue ao Brasil, devemos estar preparados”. É uma obviedade, mas valeu como alerta para todos os estados.

Diante do difícil e demorado diagnóstico de contaminação pelo Coronavírus, já que seus sintomas principais são os mesmos de uma gripe comum de uma das cepas da Influenza, ele tomou uma decisão, pra mim, inteligente:

Anualmente, em maio/junho (outono/inverno) o Brasil faz uma campanha de vacinação antigripal. Daí ele resolveu, de acordo com os principais Institutos responsáveis pela produção desta vacina – Instituto Butantã em Sampa e Instituto Oswaldo Cruz no Rio – antecipar o início desta campanha para março, dia 23. Esta data foi escolhida por ser a mais próxima possível para que estes Institutos possam produzir e o governo fazer a logística para distribuição por todo o país, priorizando: profissionais médicos, agentes penitenciários e presidiários, idosos, crianças e, depois, os não idosos e não crianças (rs). Como de praxe em qualquer campanha.

Desta forma, o diagnóstico médico ficará muito mais facilitado, pois se o paciente chegar ao hospital com sintomas padrões de gripe (e do Coronavírus) a simples informação ao médico atendente de que “fui vacinado contra a gripe este ano!”, ele imediatamente pode descartar a influenza e começar a pensar no Corona. Brilhante solução, diante de um problema que poderia causar pânico na população e até mesmo nos médicos.

As formas de prevenção são as mesmas de sempre: lavar bem as mãos com água e sabão e/ou usar álcool em gel. Eu faço as duas… Over protection!!!

Enfim, sobrou do carnaval, uma bruta receita de impostos para os governos municipais, estaduais e federais, ótimas ocupações hoteleiras, ótimas receitas para as empresas de turismo e, além disso, a Águia de Ouro, campeã do Carnaval de São Paulo pela primeira vez e a Viradouro, campeã no Rio de Janeiro. Neste ano, achei mais justo o critério das notas no Rio: aumentaram em mais 2 jurados e descartam a maior e a menor nota. Fica mais justo e emocionante.

Não, não estou maluco nem sendo incoerente. Eu odeio carnaval e não vejo os desfiles, mas gosto de ver a apuração “no final”, não tenho saco pra ver desde o início… e, pra meu prazer, desta vez a Viradouro, fez jus ao seu nome e “virou” (desculpem o trocadilho) nos dois últimos quesitos, Harmonia e Evolução… Parabéns Águia de Ouro e Viradouro!!!

Mas o carnaval, pelo menos no Rio, ainda não acabou, há blocos hoje, amanhã, sábado e domingo… Meu Deus!!! Pelo menos nenhum aqui por perto…

A imagem ilustrativa deste editorial vai ser uma que recebi via Face e que caracteriza a situação de alguns cariocas em diversas situações…

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