O Super Moro e sua paciência de Jó

Foto: Arquivo Google – Jornal Espaço Regional

Na sabatina do ministro da Justiça, Sergio Moro, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o presidente da mesa disse que aquilo parecia a Escolinha do Professor Raimundo. Realmente, estava engraçado, para não dizer ridículo. Três deputadas se sentaram à frente do ex-juiz e o tempo todo cochichavam e ficavam rindo.
Como um Ministro da Justiça pode ser interrogado por tantos corruptos e/ou investigados? Que inversão de valores é essa? Vários criminosos travestidos de políticos ofendendo uma pessoa equilibrada, educada e com uma paciência de fazer inveja à Jó. Só mesmo aqui no Brasil acontece este circo de horrores.
É constrangedor o que algumas Casas fazem em relação ao ministro Sergio Moro. Já acontecera do Senado e, agora, tentam ridicularizá-lo na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, esquecendo que, se o Brasil no futuro escapar do epíteto de “país das falcatruas”, terá sido preliminarmente pelos atos corajosos desse ex-juiz.
A Lava-Jato será perpetuada na moderna História do Brasil como o fator determinante de uma mudança radical de conduta pública e política, graças a um pequeno grupo de pessoas. Quanto aos hackers, cadeia neles!
Não estranhei o arroubo de certos parlamentares diante de Moro. Ouvi várias vezes o desabafo de afogados e condenados de diversos partidos. Suas condenações pelos Tribunais Superiores não os agradou? Que peninha…
Seriam, pois, assim tão inocentes? É claro que não. Desviaram muito, por todos os lados. Os parlamentares deveriam tornar pública sua evolução patrimonial. Aqueles que tanto esbravejavam na sessão de terça-feira, bem que poderiam apresentar projeto de lei neste sentido, não?
A Constituição Federal de 1988 estabelece a independência entre os Poderes. Então, como o Legislativo pode convocar um ministro do Executivo? Estamos diante de uma independência relativa ou conveniente?

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