Mais (ou menos) Médicos

Já falei sobre o assunto na semana passada, mas a coisa esquentou e resolvi abordar o assunto novamente.

Cuba retira escravos do Mais Médicos – Gazeta do Povo

Para ser médico no Brasil, há que se ter vários requisitos. Ser formado em faculdade reconhecida pelo Ministério da Educação ou, se formado por uma escola no exterior, prestar o exame Revalida; ter seu diploma reconhecido; estar inscrito no Conselho Regional de Medicina do estado no qual vai exercer a profissão. Logo, a expressão “médico cubano” está incorreta no nosso país. Podemos chamá-los, no máximo, de “paramédicos cubanos”. Esta seria talvez a expressão correta.
Não importa a fama de que os médicos cubanos são os melhores do mundo, já que não os avaliamos quando chegam. Qual a qualidade dos médicos que estão nos enviando? Se é que são médicos…
Achei muito válida a proposta de contrapartida de serviço social para os brasileiros que se formem usando o FIES, além disso, sabemos que a maioria dos estudantes nas Universidades Públicas são alunos de classe média alta.
Por que não incluir estes últimos no grupo dos alunos que se utilizem do FIES, já que eles só não se utilizaram do FIES porque seus pais puderam pagar ótimos colégios particulares, que os prepararam bem para os exames necessários, logo poderiam pagar, de alguma forma, os estudos gratuitos que tiveram na Universidade Pública.
A contrapartida social seria ótimo e resolveria os problemas causados pela contratação de médicos estrangeiros. Creio que 2 ou 3 anos de exercício da medicina nos municípios necessitados resolveria este problema, desde que não haja influência política…
Ignoro quais sejam as profissões dos 30 mil cubanos de saída do Brasil, mas médicos, com certeza, todos não são. Receitas esdrúxulas e potencialmente fatais estão fotografadas e à disposição das “viúvas” de Fidel. E aceitar as imposições desumanas da pujante democracia cubana tem ares de cega obediência hierárquica a superiores militares. Auxiliares de enfermagem temos aos montes, e que sabem muito mais. Esses doutores já vão tarde, se é que o são. Por que a retirada em massa e desses primeiros especificamente… dá pra desconfiar, não? Será que tais médicos são especialistas na doutrina castrista?
Acho que o simples REVALIDA resolveria estes problemas. Quanto aos salários, acho um absurdo Cuba receber mais de 70% dos salários e ainda manter as famílias em Cuba, sob ameaça para obrigar o médico permanecer por aqui evitando assim o pedido de asilo político… estes primeiros a receberem a ordem de voltar, rompendo unilateralmente o contrato, dá pista de que estes corriam o risco de pedir asilo, ou de que não eram médicos formados, ou qq outra coisa, já que nada foi avaliado…
Ou seja, o programa deveria, na verdade se chamar MAIS OU MENOS MÉDICOS…

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