Guerra civil?

Foto: Arquivo Google – Brasil 247

A Venezuela grita ao mundo e ao Brasil: eu sou o que vocês poderiam ter sido amanhã. Aprendemos com ela que o perigo maior do populista é dar a ele poderes maiores que aqueles permitidos pelas regras democráticas e constitucionais, pois, após o primeiro passo nessa direção, ninguém ousará deter o já agora todo-poderoso ditador que, distribuindo benefícios indevidos a alguns, criará uma cisão social que irá inevitavelmente opor uns aos outros, em nome não se sabe mais do quê nem por quê.
As notícias de que existem três possibilidades como saídas para a Venezuela nos assustam. A primeira delas é manter Maduro no poder; a segunda, estabelecer um governo provisório com Guaidó, e a terceira, um governo militar financiado por traficantes. Nenhuma delas é uma solução democrática. A solução que os venezuelanos querem é que haja eleições honestas fiscalizadas por autoridades internacionais. Que isso venha imediatamente.
Depois de humilhar durante anos 32 milhões de venezuelanos, que estão sem emprego, passando fome, morrendo por falta de atendimento médico e ainda sob as armas de milícias criadas pelo seu governo para matar opositores, Nicolás Maduro está por um fio de ser escorraçado do poder.
Nas manifestações populares, que se espera sejam decisivas, esse ditador idolatrado pelo PT de Lula mandou seu Exército passar por cima do povo com carros de combate. Torcemos para que sua queda não seja à custa de mais mortes de civis.
Como guerra civil se só um lado está armado? Seria mais real dizer: massacre.
Não querem entregar o poder porque os generais são os verdadeiros ocupantes do desgoverno atual, e para eles está ótimo, com muito dinheiro fora da pobre Venezuela.
Maduro não pode sair incólume, é um genocida, assim como os que o apoiam.
Para que serve a ONU?

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