Com esse prefeito, quem precisa de terroristas por aqui?

canguruFoto: Arquivo Google

Os problemas verificados pelas delegações nos apartamentos da Vila Olímpica são um espelho do que encontramos no dia a dia das obras públicas no Brasil. Fica evidente que não houve a devida fiscalização por órgãos públicos competentes e pelo COB. A execução de uma simples e óbvia vistoria final prévia teria evitado este primeiro grande mico de repercussão mundial, antes mesmo do início da Olimpíada. A negligência e incompetência dos responsáveis servem apenas para manchar e ofuscar a capacidade do Brasil de planejar, organizar e receber grandes eventos.
O prefeito Eduardo Paes teve a sutileza de um elefante ao responder, de forma grosseira, inconveniente e desrespeitosa às justas críticas da chefe da delegação da Austrália, Kitty Chiller, sobre a precariedade das instalações disponibilizadas. A sua proposta de colocar cangurus na porta das acomodações dos atletas para se sentirem em casa foi debochada, ofensiva e imperdoável. Queria ver como o prefeito reagiria se sugerissem colocar macacos ou micos em frente às dependências da delegação brasileira, já que nosso país e atletas são alvos constantes de preconceito. Ressalte-se a resposta firme, educada e polida de Kitty Chiller, dispensando os cangurus e solicitando encanadores.
Que outros atos deselegantes não sejam protagonizados por quem deveria receber com fidalguia as delegações que chegam para os Jogos.
Por fim, creio que o objetivo de realizar os Jogos no Brasil já foi alcançado, com o superfaturamento histórico de todas as obras. A corrupção é companheira inseparável da incompetência, quando a obra é feita com o indisfarçável objetivo de roubar os envolvidos, desviar o que for possível, fazer mal feito, atrasar ao máximo. Esse é o padrão de tudo que é executado por essa gigantesca instituição corrupta e incompetente que se chama governo brasileiro.
Quem precisa de terroristas por aqui com as administrações, municipal e estadual, que temos! Vergonhosa a Vila Olímpica. A prepotência e o descaso eram de tal tamanho que não havia uma equipe de reparos em prontidão. Foi contratada, emergencialmente, uma empresa que colocou 500 funcionários para fazer os “reparos de última hora”… só pode ser brincadeira.

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