A “Viúva Porcina” no comando da nossa Cultura

Fotomontagem: Google – Moda-IG

Bem, preparei muito bem meus olhos, ouvidos e estômago para assistir no domingo passado à entrevista da nossa Secretária de Cultura, Regina Duarte, no Fantástico, da Globo. Eu estava curioso sobre o que iriam perguntar e, principalmente, pela reação dela, já que era funcionária deles antes de assumir a Secretaria.

Ela foi cutucada o tempo todo (como deveria mesmo) pelo entrevistador Ernesto Paglia e algumas coisas me chamaram mais a atenção:

“Até agora estivemos ocupados com enormes dificuldades de toda uma facção que quer ocupar este lugar. Quer que eu me demita, que eu me perca!”. (Palavras de Regina após ser perguntada sobre quais seriam suas prioridades à frente da Secretaria).

Além disso, o “fogo amigo” de fundamentalistas do governo e de remanescentes do aparelhamento petista, que já montaram um “#Fora Regina” desde antes mesmo da posse.

Substituições em cargos de confiança são rotina e quem é nomeado para algum quer trabalhar com uma equipe composta, exclusivamente, por pessoas da sua confiança. Isso é praxe.

Sobre o cara da Palmares, ela disse que só vai decidir depois que a pressão baixar. Ela está absolutamente certa. Ouvir o Presidente que olhará o lado político e o meritório e lhe dirá qual a direção que ela deve tomar com relação a este fato. A carta branca, como sempre, vai até a página 3. Óbvio, a palavra final tem que ser do Presidente!

Ela teve seu primeiro tropeço quando a Casa Civil, cancelou a nomeação de Maria do Carmo Carvalho para a Secretaria da Diversidade Cultural. O motivo alegado foi que ela servira ao governo Dilma e ainda trabalhara na gestão de Haddad na Prefeitura de São Paulo. Ela vai ter que engolir… uma amostra do que ela vai enfrentar…

Moro também teve problema semelhante com a Svabó, braço direito do Soros e do FHC, que foi indicada pelo Ministro da Justiça e que não vingou.

Outro caso semelhante: Dante Mantovani. Não deveria nem ter entrado. Currículo pífio. Os vídeos sobre “Terraplana” e dizendo que “Beatles são Satanistas, que rock é orgia e que não é música”, foram legendados e apresentados nas reuniões para eventos do jubileu do Beethoven que está sendo comemorado esse ano. Que tal Sir Paul McCartney ouvindo isso? E a Rainha da Inglaterra que considera a banda patrimônio da Inglaterra?

Podemos ter um grupo, montar uma equipe e fazer parte dele, mas há limite pra tudo. O respeito ao presidente e à decisão dele SIM. Porque foram quase 60 milhões de eleitores que o escolheram no segundo turno.

E fica muito feio ver gente tentando detonar uma escolha do presidente, mais por questão de passar o cargo para alguém da turma que já foi preterida pelo presidente, do que pelo que realmente interessa: o povo!

Uma coisa é certa: todos podem se equivocar. Acho que é preciso respeitar o presidente, a indicação e a decisão dele. Se não funcionar, sai. Assim como, por exemplo, saiu o Alvim por erro inquestionável. Por isso a demissão sumária. Certamente outras virão.

Sobre beneficiários do financiamento à cultura:

A Lei Rouanet precisa de revisão; o governo é democrático e é para todos, as oportunidades também; mas a prioridade é para projetos alinhados ao pensamento de quem votou e elegeu o atual governo. Quem quiser fazer diferente e não gostar da prioridade que recebeu não será censurado, mas deve procurar fontes privadas de financiamento com quem esteja alinhado.

Quase perfeita a resposta, digo eu, afinal, continuo achando que a Lei Rouanet, salvo raríssimas exceções, deve ser voltada sempre aos novos talentos.

No geral, achei boa a entrevista. Ela não fugiu de nenhuma pergunta. Reconheceu e se desculpou pelos possíveis erros cometidos durante seu “noivado” e disse que o pessoal da cultura precisa lembrar que a campanha “#EleNão” não ajuda em nada a melhorar o ambiente.

Acho que ela vai penar um pouco com o tiroteio da esquerda e dos encastelados que mudam de posição a cada nova indicação para a Secretaria de Cultura para manterem seus cargos, mas ela, me surpreendeu favoravelmente.

Pareceu-me bem firme e determinada. Longe da doce “Namoradinha do Brasil”.

Vamos ver o que o futuro nos reserva… e quanto a ela: Torço por ela…

N.E.: Este editorial foi escrito em conjunto, por mim, pela nossa colunista Junia Turra e por um grande amigo que prefere ficar anônimo.

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