A reforma da (im)Previdência

Foto: Arquivo Google – R7

Cada vez que o ministro Paulo Guedes participa das cansativas audiências sobre a reforma da previdência na Câmara, mais me envergonho com a qualidade e o descontrole dos parlamentares, particularmente os da oposição, que ficam desnudos pela total falta de preparo, fazendo teatro para a mídia e para os seus. Como sempre, o brilho veio do Ministro, que deu um show de competência, equilíbrio e paciência.
O que impede o avanço da reforma da Previdência, só não enxerga quem não quer. São dois projetos que se chocam. De um lado, o projeto do governo, pretendendo arrecadar mais para ter condições de arcar com as aposentadorias existentes e com as que vierem. Do outro, o projeto dos políticos defendendo privilégios, continuando a encher os próprios bolsos. Ambos às custas do bolso do contribuinte, que já pagou a conta uma vez. Falta o projeto popular cobrando dos corruptos os bilhões embolsados em propinas.
É temerário os estados e municípios ficarem fora no esforço da reforma da Previdência, por pressão dos governadores. Eles têm que fazer parte dessa tarefa e não buscar o aval do governo federal quando precisam de recursos para cobrir seus orçamentos desenfreados. Que cuidem das finanças de seus estados e seus municípios, reduzam e controlem os custos de suas máquinas.
Gostaria que deixassem de usar a expressão “impopular” para a reforma da Previdência. Essa visão de impopular é dos políticos, que, em vez de tentarem convencer seus eleitores e a população da real necessidade das reformas, ficam atendendo às corporações, que, embora minoritárias, fazem barulho e não querem abrir mão de seus privilégios. Essas minorias não entendem que, sem reformas, terão suas aposentadorias reduzidas ou não haverá dinheiro para o pagamento delas.
A matemática financeira  das contas da Previdência não fecha a conta devido a décadas de corrupção, desvios, desperdícios, favorecimentos e crimes de toda sorte envolvendo recursos públicos.

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