Vinhos da Diretoria, no Posì Mozza & Mare

Muitos já devem ter percebido que estamos, paulatinamente, fazendo pequenas alterações na nossa coluna semanal, com o propósito de mantê-la sempre atual e interessante.

Uma das mudanças foi não indicar mais um vinho semanalmente. O “Vinho da Semana” deixou de existir, por múltiplas razões. Eventualmente poderá reaparecer caso surja algum rótulo que mereça este tipo de divulgação.

Para compensar esta falta, vamos comentar alguns vinhos degustados nas confrarias das quais participamos ou, como na semana passada, em eventos com familiares ou amigos.

Outro caminho disponível é a minha página no aplicativo Vivino. Lá está a maioria dos vinhos que degustamos. Como sou autor de um Boletim, o do Vinho, as notas são mais importantes que os comentários.

Acessem neste link: www.vivino.com/users/tuty.pi

Os Vinhos

A Diretoria é um miniconfraria, com cinco Diretores fixos além de convidados eventuais. O objetivo é provar vinhos que podem ser classificados como diferentes. Um leque de opções que vão desde produtos quase desconhecidos, e que não estão disponíveis no nosso mercado, até novos lançamentos das vinícolas tradicionais que chegarão, em breve, às prateleiras das lojas.

Nesta reunião realizada no começo de setembro de 2019, escolhemos o ótimo restaurante ipanemense, Posì Mozza & Mare. Comemoraríamos o aniversário do Sr. G, um dos pilares desta confraria.

Presentes, além do homenageado, os senhores, B, S, N, e o nosso Diretor de d’além mar, Sr. J B.

O primeiro vinho a ser aberto foi o Sauvignon Blanc, chileno, Finca Dorada. Uma ótima surpresa, considerando que foi adquirido num lote promocional de 20 vinhos.

Bom de boca, sem aquelas notas exageradas de maracujá e abacaxi que aparecem em alguns varietais, desta casta, elaborados no Chile. Perfeito para iniciar os trabalhos, deixando o palato, de todos, pronto para as delícias, líquidas e sólidas, que seguiriam.

O segundo vinho, outro produto chileno, foi o 1870 Carménère, da Errazuriz, safra 2018.

Esta uva, que representa a qualidade da produção vinícola do nosso vizinho sul-americano, não é das mais fáceis de serem apreciadas. Esta garrafa, em particular, estava muito jovem, com as famosas pirazinas (aroma e sabor de pimentão) muito presentes. Quem sabe se uns 4 ou 5 anos de guarda não lhe fariam bem?

Seguimos a nossa degustação com um Cabernet Sauvignon, francês, Domaine de Valent, safra 2018. Novamente, um vinho novo. Ao contrário do anterior, se comportou dentro do esperado e foi um bom coadjuvante para os pratos pedidos. Um vinho bem europeu e típico Cabernet. Correto.

O quarto e o quinto vinho, deste encontro, vieram de Portugal e fecharam a reunião com a aprovação de todos.

Abrimos o Quinta da Ponte Pedrinha, 2015, 100% Touriga Nacional, da região do Dão, berço desta casta. Estava no ponto para ser consumido, mas poderia ser guardado por mais um par de anos, sem problemas. Muito redondo, macio e fácil de beber. Este veio direto da terrinha, pelas mãos do Sr. J B.

A última garrafa aberta foi o Repto R (reserva) 2009, um vinho de produção limitada, da região de Murça. Elaborado com as castas Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinto Cão.

Foi o destaque deste almoço. Com dez anos de produzido, ainda mostrava todo seu vigor. Fácil de beber, com ótima personalidade e final longo. Poderia ser adegado por mais dez anos, seguramente.

Uma sexta garrafa, a regra desta confraria é uma por confrade, foi guardada para o próximo encontro.

Saúde e bons vinhos!

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