Vinho na folia

Imagem de lumpi por Pixabay

As comemorações carnavalescas têm múltiplas origens, todas na antiguidade. O carnaval não é uma festa brasileira, mas somos os especialistas nesta comemoração, que descende de ritos ou celebrações originais da Babilônia, Mesopotâmia, Roma e Grécia.

Muito ligada ao catolicismo, o que explica a denominação carnaval, decorrente do Latim Carnis Levale, que pode ser compreendido como “sem carne”, numa referência direta ao jejum realizado durante a Quaresma.

Os ritos mencionados envolviam situações como a subversão de posições sociais, o que explica a fantasia, ou mesmo a humilhação, com surras diante da estátua de um Deus, muito semelhante ao que fazem hoje os “bate-bolas” ou “Clóvis”, por sua vez uma corruptela de clown ou palhaço, no idioma Inglês.

Não podemos esquecer das festas que celebravam Baco ou Dionísio, onde o vinho era consumido em larga escala.

Esta é a parte que nos interessa: vinho, durante o carnaval, sempre foi uma tradição.

No Brasil é que houve mais uma subversão, entrando a cerveja como a libação predileta dos foliões.

Dois fatores são preponderantes nesta análise: a praticidade das latinhas e a forma moderna desta festa, quase sempre comemorada a céu aberto.

Ainda existem bailes carnavalescos, em grandes salões ou clubes, mas perdem feio para as comemorações mais populares como os blocos, que podem desfilar ou não, e o show das espetaculares Escolas de Samba.

Honestamente, cerveja tem tudo a ver.

Já existe o vinho em lata, inclusive espumantes. Será sempre uma opção, mas creio que jamais encontraremos um ambulante nos oferecendo estas delícias.

Numa analogia ao papel das louras suadas, que são perfeitas para o “terroir” das ruas e arquibancadas, o vinho é a bebida que vai preencher os salões e, melhor ainda, o conforto de nossas casas, se optarmos por um bom ar condicionado, uma TV de última geração, bons petiscos, um animado “bloco” de amigos, para assistir tudo que se passa nas ruas, Sambódromos e nos bailes que ainda resistem aos modismos.

Este é o “terroir” dos vinhos, particularmente os espumantes.

Se algum leitor decidir por este caminho, aqui vão alguns conselhos:

– Moderação é a chave de tudo;

– Além dos espumantes, vinhos tranquilos rosados e brancos são os mais indicados. Escolha os mais jovens, leves e frutados. Gelados, por favor;

– Um único tinto poderia fazer bonito nesta festa – Beaujolais Noveau;

Evoé!

(Significa bons vinhos…)

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