Qual o seu vinho predileto?

Há quem considere ter ‘um vinho de cabeceira’ um rito de passagem, obrigatório, no universo vínico. Já outros acham que isto é desnecessário.

Em nossa existência, elegemos várias coisas como favoritos, por exemplo, um time de futebol, um gênero musical, preferimos um tipo de filme que emociona e claro, prato ou restaurante predileto. Ter seu vinho de referência nada mais é que seguir o curso natural das coisas.

Estas escolhas são motivadas por diversos fatores, alguns totalmente fora de nosso controle, como aquelas que são ditadas por nossas emoções. O vinho preferido de muitos enófilos nada mais é do que o desejo de repetir um momento que foi muito marcante.

Mas este não é o único caminho.

Os profissionais baseiam suas avaliações em quatro características desta bebida: Corpo, Acidez, Taninos e Fruta. Preferem apreciar nas chamadas degustações às cegas, eliminando qualquer possibilidade de ser influenciado por uma emoção mais forte.

Esta escolha é ascética. Talvez o vinho seja excepcional, mas só vai trazer alguma satisfação, para o simples consumidor, se for associado com algum momento significativo, que pode variar desde o momento da compra até o da degustação, este certamente cheio de outros significados.

Vamos olhar esta escolha por um outro ângulo.

Para começo de nova conversa, se você já tem um vinho de referência, parabéns! Significa que seu conhecimento já está num outro patamar e seu paladar mais apurado. Mas ainda há uma longa estrada a ser percorrida.

Está na hora de fazermos uma reflexão: “Quantos tipos de vinhos já provamos ou conhecemos?

Imaginem que, só na Itália, existe mais de um milhão de vinícolas produzindo. Até assusta, é uma infinidade de opções. Nem com um hipotético GPS conseguiríamos navegar neste ‘mare infinitum’.

Um dos truques que podemos usar para encontrar caminhos seguros é “seguir a casta”.

Não é difícil perceber que uma determinada uva se adapta melhor ao nosso paladar. Este é um teste muito fácil de fazer e os vinhos que se encontram nos supermercados servem perfeitamente. Simplesmente escolham, segundo sua preferência, uma trinca de brancos ou de tintos e façam uma prova comparativa. O momento adequado seria acompanhando uma refeição.

Leiam rótulos e contrarrótulos, escolhendo produtos bem diferentes entre si. Aqui vai uma sugestão:
Brancos: Chardonnay, Sauvignon Blanc, Torrontés;
Tinto: Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah.

Podem ser em cortes, neste caso, prefiram os que apresentam uma parcela maior de determinada casta.

Alguma destas uvas vai se destacar. O próximo passo é o aprofundamento.

Nesta nova etapa, procurem por produtores de outros países que trabalhem com esta mesma casta. Por exemplo: Se um Sauvignon Blanc, chileno, foi o preferido, procure provar um outro de origem Francesa, (país de origem) ou neozelandesa, atualmente considerado como os melhores.

A tarefa a ser executada é simplesmente prazerosa: decidir se algum destes novos rótulos mudou a sua opinião.

Daí em diante muita coisa (boa) pode acontecer: descobrir novas regiões e novos produtores são duas delas.

Tem mais: que tal se aventurar por novas castas ainda desconhecidas?

Basta olhar o portfólio do produtor que se destacou.

Não tenham medo. Mergulhem fundo!

Para ajudar nesta aventura, lembrem-se: tenham uma loja de confiança, pode ser ‘on line’; associem com algum alimento, tentem harmonizar e descobrir novos sabores; contrastem diferentes regiões climáticas, pode ser uma ótima descoberta.

Saúde e bons vinhos!

Vinho da Semana: Na chamada Semana do Consumidor há boas ofertas em diversas lojas de vinho. Escolhemos um Tempranillo argentino, para provocar a turma que só gosta de Malbec.

 

Zuccardi Série Q Tempranillo – $$

 

Apresenta característica coloração avermelhada. No olfato estão presentes aromas de frutas como figos, cerejas e ameixas além de pimenta e nozes. O paladar é equilibrado, suculento e com final prolongado. Taninos muito bem domados.

 

Harmonização: carnes na brasa, queijos amarelos, embutidos.

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