Cartas de vinhos e o Sommelier

Este catálogo que está em minhas mãos é a carta de vinhos do excelente restaurante Castas e Pratos, em Peso da Régua, no coração do Douro.

Intimidante, sem dúvidas, mas um luxo que merecia ser examinada por um longo tempo.

Está era uma exceção, mesmo para os padrões portugueses. Mesmo assim, enfrentar qualquer carta de vinhos exige alguma ciência. Se for o caso, conversar com o Sommelier da casa pode ser a melhor solução, o que demanda mais um pouco de conhecimento.

Pedir a carta de vinhos já é um indício que se pretender elevar o nível de uma refeição. Quando bem elaboradas, seguem algumas regras, nem sempre respeitadas, que facilitam sua interpretação. Para relembrarem ou tirarem algumas dúvidas vejam esta matéria já publicada:

Escolhendo um Vinho no Restaurante

Para não cometer erros, o que pode acontecer até com gente experimentada, vamos apontar alguns caminhos que devem ser percorridos.

A primeira coisa a fazer é pesquisar um pouco sobre o restaurante e seu cardápio. Muitos já disponibilizam, on line, a sua carta de vinhos para uma consulta. Anote o que lhes agradam e, principalmente, o que não corresponde às suas expectativas, o que inclui, e é muito importante, o preço.

Se achar que os valores estão acima do esperado não hesite em optar por uma garrafa mais em conta. Os bons restaurantes costumam ter vinhos em ofertas, o que pode ser bem interessante do ponto de vista da relação custo x benefício.

Antes de se decidirem, examinem a carta com atenção. Não busque apenas o que conhecem, mas aventurem-se por mares nunca dantes navegados, em novas castas ou regiões produtoras. Uma carta bem elaborada sempre oferecerá um descritor de cada vinho.

Se após este exercício ainda não forem capazes de decidir, está na hora de pedir ajuda ao Sommelier.

Esta conversa tem que ser franca e aberta.

Comece esclarecendo qual o tipo de vinho que têm em mente, incluindo, castas, origem, cor, corpo, equilíbrio e faixa de preço. Sobretudo, digam o que não desejam.

Um bom recurso é usar a tecnologia como aliado. Usando um aplicativo sobre vinhos, mostrem um rótulo do que pretendiam consumir, caso este vinho não esteja na carta.

Perguntem sobre os vinhos em taça e se algum deles seria uma boa opção para vocês. Peça para provar. Se gostarem, encomendem uma garrafa.

Lembrem-se que um bom profissional tem por dever sugerir rótulos o mais próximo possível do que imaginaram. O ideal é ter a mente aberta e acatar sugestões fora da zona de conforto.

Para que fique tudo bem claro, usem termos comuns, deixando as tecnicidades de lado. Digam: frutado, doce, seco, leve, pesado, etc…

Façam comparações com o que gostam e estão habituados, isto ajuda muito na hora de encontrar alternativas e demonstra, para o Sommelier, que ele não está lidando com neófitos.

Para não cair nas mãos de um mau profissional, adepto da empurroterapia, deixe bem claro o quanto desejam gastar.

Quando o vinho chegar à mesa, será servida a prova para quem o encomendou. Existe uma razão para este gesto: vocês podem desistir desta garrafa, escolhendo outra em substituição. A primeira razão é o vinho estar defeituoso. A outra razão é não estar de acordo com o que foi “negociado” com o Sommelier.

Por isto é tão importante que que a conversa com este profissional seja a mais clara e aberta possível.

Todos saem ganhado.

Saúde e bons vinhos!

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