Chatura


Estamos chatos. Inapelavelmente chatos. E estou sendo gentil, afinal eu não disse: somos chatos. Admito que seja uma característica de momento, e não permanente, ou seja, está presente o “benefício da dúvida”!
Repetitivos e cansativos, estamos tão chatos que, se formos casados, não seria de estranhar que nossa cara metade capitulasse e pedisse o divórcio, ou a separação consensual. Afinal, havemos de convir que a vida não está assim tão mansa e, se ficarmos atazanando a existência alheia, podemos ser defenestrados assim: zás trás!
Todos estão obcecados com algo que desconhecem, que não faz sentido, algo que pode ser mera masturbação mental. Olhamos para o outro – ou a outra – e nos admiramos de termos chegado perto dele ou dela com intenções sérias: só pode ter sido “privação de sentidos”…
Vamos lá, esperem só mais um pouco – em 10 dias estaremos mais realistas novamente. Se nosso candidato ganhar, entraremos em alfa e estaremos em lua de mel com ele, que só vai mostrar as garras no ano que vem…
A decepção irá se instalar, aconteça o que acontecer. E nos daremos conta de que ter brigado, xingado, rogado praga e cortado relações, não se justifica; o prêmio é nenhum. Ninguém encontrará condições de cumprir o prometido – pior, nem sequer irá tentar fazê-lo.
E, ainda pior: vamos nos sentir tão deslocados e infelizes como se estivéssemos na torcida do Corinthians, comemorando um título por ele conquistado, mas sendo palmeirenses!!

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