A última do garoto Eduardo

Em casa, entre os seus

Eduardo Bolsonaro (Joshua Roberts/Reuters)

Uma vez que o irmão Flávio recolheu os flaps devido aos seus rolos com Fabrício Queiroz e milicianos cariocas, e o outro irmão, Carlos, dono das senhas do pai nas redes sociais, aderiu ultimamente à postagem de mensagens cifradas, o deputado Eduardo assumiu o papel temporário ou não de 01 dos Bolsonaro.
De volta da fronteira com a Venezuela depois de mais uma tentativa frustrada de assistir à queda do governo de Nicolás Maduro, Eduardo sentiu-se à vontade para despachar com embaixadores em Brasília na condição informal de chanceler do pai, e de aceitar convites para pregar suas ideias esdrúxulas.
Foi o que fez ontem à noite em São Paulo para uma entusiasmada plateia reunida no Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, entidade criada para “preservar a Civilização Cristã”. E ali, ao defender o direito a posse de armas, ensinou que é “mais difícil dirigir um carro do que usar uma arma de fogo”. Mas não só.
Disse que não é papel do governo “defender todas as pessoas”. Quanto à ação de ladrões, comentou: “Não é papel da polícia defender a sua casa quando alguém entra lá. Obviamente ela vai ser acionada e vai fazer o melhor de si. Então, quando alguém entra na sua casa, o primeiro responsável pelo combate é você.”
Não faltaram naturalmente ataques ao “politicamente correto” e à imprensa que tudo distorce para prejudicar o governo e favorecer à esquerda. Acabou aplaudido de pé por extremistas de direita, monarquistas e ex-policiais que pensam como ele. Bolsonaristas de raiz que ainda não perderam a fé no capitão.
Fonte: Blog do Noblat

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