Instituto Lado a Lado pela Vida divulga pesquisa sobre saúde do homem


Realizado em parceria com a revista Saúde, da Editora Abril, estudo mostra as percepções e os cuidados com a saúde de 2405 brasileiros. Foto: Panóptica Multimídia
Redação LAL – Os brasileiros consideram o câncer uma das doenças mais graves, seguido pelo acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto. É o que aponta a pesquisa “Um novo olhar para a saúde do homem” ( leia a pesquisa completa aqui ), realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), em parceria com a revista Saúde, da Editora Abril, e apoio da farmacêutica Astellas. Os resultados do estudo que entrevistou 2405 brasileiros de todas as regiões do país foram apresentados nessa quarta-feira (14), durante o Fórum Saúde, no espaço Aché Cultural, em São Paulo.
A pesquisa apresenta recortes sobre a saúde cardiovascular, emocional e urológica do brasileiro. “Não podemos esquecer que o homem não é só a próstata. O homem precisa ser tratado desde a infância até a vida adulta de forma integral”, afirmou a presidente e fundadora do Instituto Lado a Lado pela Vida, Marlene Oliveira, sobre a importância de ter uma pesquisa tão ampla sobre saúde do homem disponível.
Durante muitos anos, a saúde da família e da mulher estiveram em pauta, o que levou a adoção de uma linha de cuidados voltadas para estas populações. Mas a saúde do homem ficou em segundo plano. “Às vezes, acabamos esquecendo de olhar para essa outra parte importante da equação, que é o homem. A ideia de mapear percepções e comportamentos na população masculina é trazer esses dados e entender a cabeça deles para traçar discussões e propostas para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros”, colocou Diogo Sponchiato, redator-chefe da revista Saúde. Em 2017, o Brasil passou a ter a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem (PNAISH).
Segundo a pesquisa, a preocupação com o lado emocional é grande entre os homens brasileiros. Um terço dos entrevistados apontou estar bem emocionalmente como o maior desafio enfrentado para ter uma vida saudável, contra 24% de respostas para praticar exercícios e 14% para ir ao médico com regularidade. O estudo perguntou ainda se eles têm ou tiveram determinados sentimentos recentemente. 63% responderam ansiedade, 61% preocupações com temas familiares/afetivos, 56% preocupações financeiras excessivas – mesmo porcentual para estresse – e 55% desânimo.
“Os números sobre o emocional do homem nos surpreenderam. Não imaginávamos que o homem fosse se expor tanto, já que eles são mais reservados. Os porcentuais de ansiedade, depressão, pânico e estresse entre os mais jovens chamaram nossa atenção também”, contou Maísa Alves, consultora da Inteligência de Mercado da editora Abril responsável pela pesquisa.
Mais da metade dos entrevistados (54%) afirmou que o clínico-geral é a especialidade médica que mais frequenta, contra 13% cardiologista e 7% urologista. Porém, ao serem perguntados qual especialidade julgam ser a principal responsável pela saúde do homem, 37% responderam urologista, contra 33% clínico-geral e 16% cardiologista, 59% afirmaram que não costumam ir ao urologista e 43% que não costumam fazer exames cardiológicos. “Os resultados mostram que existe uma grande dificuldade em transformar o conhecimento dos hábitos saudáveis em realidade. O estudo aponta ainda que existe um certo descuido tanto em relação à saúde cardiovascular quanto ao rastreamento de algumas doenças”, colocou Diogo.
O LAL tem certeza que a pesquisa “Um Novo Olhar para a Saúde do Homem” traz dados importantes para nortear propostas e soluções das sociedades médicas, instituições de saúde e governos que incentivem o homem a ser protagonista de sua saúde. “Uma pesquisa como essa estabelece algumas metas e alguns caminhos a serem percorridos por todos os atores envolvidos na saúde do homem. Tenho certeza que o estudo feito em parceria com a revista Saúde vai nos ajudar a definir políticas públicas para melhorar o acesso e o atendimento do homem no sistema de saúde”, colocou a presidente do LAL.
Fonte: Saúde Abril

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