No Planeta dos Macacos

Arquivo Google – Plano Crítico

Volto de Londres com minha brasilidade enxovalhada pela repercussão da tese do astrólogo, filósofo e professor à distância Olavo de Carvalho sobre a influência dos Beatles no marxismo do século XX, denunciando a maligna conspiração do filósofo alemão Theodor Adorno com os Beatles pela implantação do marxismo no Ocidente, porque Os Beatles eram analfabetos musicais. E Adorno, que morreu em 1969 com 66 anos e nunca riu nem dançou na vida, foi quem escreveu as músicas feitas para destruir os valores familiares ocidentais, viciara juventude em drogas, tanto alucinógenas como musicais, entre outras consequências nefastas do marxismo cultural, que heróis iluminados como mestre Olavo e os seus seguidores defenderão até a morte (da razão ) e o triunfo da estupidez e do ridículo.
Em uma entrevista de 1965, Adorno desprezava os Beatles nos piores termos, embora fosse, segundo Olavo, oau torda ob rad osFabFour.Éa teoria da Terra plana do pop.
O “The Guardian” perguntou, e os ingleses riram: Seria “Teddy” Adorno o quinto Beatle? E riram mais quando Olavo assegurou que o alemão fazia sozinho as músicas dos idiotasúteisLen non eM cC artneye que a mídia é louca, todos os jornalistas são viciados em drogas, e tudo é fantasia. Principalmente suas teses, que misturam erudição, fantasia e humor provocativo, mas provocam desastres reais no Brasil dos imbecis.
Às vezes, ele pode ser divertido em suas fanfarronices, com um estranho humor nas suas fantasias delirantes, que serão levadas a sério pela mídia e discutidas pela sociedade. Para nada, só para ele mostrar como somos tolos.
Todas as suas bizarrices não passariam de uma farta fonte de memes se ele não fosse identificado pela mídia internacional como o guru dos Bolsonaros. Só que os Bolsonaros, com suas piadas grosseiras, ofensivas e, o que é pior, sem graça, não têm o humor refinado e perverso do bruxo da Virgínia, que, diz a lenda e reflete a sua personalidade, se diverte contando a amigos como manipula o clã dos toscos no Planeta dos Macacos.
Fonte: o Globo – Edição Digital

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