The Butchart Gardens, o mais lindo jardim do Canadá

Os Jardins de Butchart: uma explosão de flores e cores. (Fonte: Mônica Sayão)

Tenho receio de afirmações como esta que fiz no título deste post. Mas, caro leitor, se alguém conhecer outro jardim no Canadá mais bonito do que o Butchart, por favor me avisem! Darei o braço a torcer, com alegria!
Minha relação com o país no geral, e com Vancouver em particular, é muito forte. Morei em Vancouver por seis anos e depois retornei em diversas ocasiões para visitar familiares e amigos. Visitei os Jardins de Butchart inúmeras vezes, a última delas em 2017, há exatamente um ano.
Vamos ao mapa, antes de mais nada. Os Jardins de Butchart ficam na Ilha de Vancouver – não confundir com a cidade de Vancouver, a mais importante da província da Columbia Britânica, mas que não é a capital, e sim Victoria, no sul da ilha.
Os jardins se localizam 20km ao norte de Victoria.

Mapa da Ilha de Vancouver. (Fonte: www.svennie.no)

Tudo começou com a mudança da família Butchart, em 1904, vindos de Ontário,  província mais ao leste do Canadá. Instalaram-se na Ilha de Vancouver onde, além da residência, construíram uma fábrica de cimento, aproveitando as minas de calcário do lugar.

Jennie e Robert Butchart. (Fonte: www.pinterest.dk)

Em 1912, com a extinção das reservas de calcário, Jennie teve a brilhante ideia de transformar a mina em um grande jardim, e assim nasceu o primeiro dos 5 jardins da propriedade – o Sunken Garden (o Jardim Afundado). Terra fértil foi então transportada por cavalos até o local – dá para imaginar a trabalheira?
Nos anos seguintes foram criados outros jardins, que existem até hoje, e certamente cada vez mais bonitos: o Jardim das Rosas, o Jardim Japonês, o Jardim Italiano e o Jardim Mediterrâneo.

O Sunken Garden, ou Jardim Afundado – tem este nome porque localiza-se na área mais baixa da propriedade,
fruto de anos de extração de calcário.
(Fonte: Mônica Sayão)
Em cada época do ano são plantadas flores diferentes. Estas fotos foram tiradas em julho.
De março a maio, quando as tulipas florescem, o visual é diferente e espetacular.
(Fonte: Mônica Sayão)
Ao fundo, a residência da família Butchart. (Fonte: Mônica Sayão)
Outro ângulo da residência. Os herdeiros não moram mais na propriedade.
(Fonte: Mônica Sayão)
Profusão de flores, tudo muito lindo ainda no entorno da antiga residência dos Butchart.
(Fonte: Mônica Sayão)
A Ross Fountain é a fonte mais famosa da propriedade.
Ela também é conhecida como a Fonte Dançante – há diferentes “coreografias” ao longo do dia.
(Fonte: Mônica Sayão)
Já visitei o Jardim Italiano quando as flores eram todas em tons de roxo e rosa. A cada estação do ano, um visual diferente.
(Fonte: Mônica Sayão)
Detalhe de um canteiro do Jardim Italiano. (Fonte: Mônica Sayão)
Floreiras deslumbrantes, de diversas cores. (Fonte: Mônica Sayão)
De junho a agosto as rosas estão no auge de sua beleza. São milhares delas!
(Fonte: Mônica Sayão)
As roseiras são o grande destaque de Butchart Gardens no verão canadense.
(Fonte: Mônica Sayão)
Havia tanta gente nas alamedas estreitas do Jardim Japonês que tive que usar imagem do site do Butchart Gardens.
Vocês podem imaginar a beleza dessas árvores durante o outono, com suas folhas em tons de amarelo, laranja e vermelho?
(Fonte: www.butchartgardens.com)

Os Jardins de Butchart ainda pertencem à mesma família. A atual proprietária e diretora executiva do parque é Robin-Lee Clarke, bisneta do casal Butchart.
Informações gerais sobre visitação encontram-se no site www.butchartgardens.com. Há várias atividades extras ao longo do ano, como fogos de artifício e concertos.
Pode-se chegar aos jardins de várias maneiras:
1 – De avião, pousando diretamente no aeroporto de Victoria. Do aeroporto de Victoria ao Butchart Gardens são 13km que podem ser percorridos de táxi ou ônibus.
2 – Ainda pelo ar, de hidroavião diretamente do centro de Vancouver, numa viagem espetacular se o tempo estiver bom. O hidroavião voa sobre o Georgia Strait, canal entre a ilha e o continente, com várias pequenas ilhas e vistas lindas. O voo dura 45min e pousa na baía do centro de Victoria. Você pode comprar a passagem com antecedência pelo site da Harbour Air Seaplanes (www.harbourair.com). De centro de Victoria ao Butchart Gardens são 20km que podem ser percorridos de táxi ou ônibus.
3 – De ferryboat, que pode sair de Seattle (USA) ou de Tsawwassen (ao sul de Vancouver). Automóveis e ônibus são admitidos no ferry também.
Escolhi o ferry saindo de Tsawwassen, já que estava hospedada em Vancouver. Para facilitar, comprei um tour de dia inteiro que incluía também visita à cidade de Victoria. Há diversas companhias de turismo que vendem esses pacotes, é só procurar na internet. Os barcos são uma opção mais demorada do que os hidroaviões, mas muito confortáveis, com área de alimentação, lojas, grande área externa para apreciar a vista e com preço bem mais em conta do que as opções aéreas.

B.C Ferries é a empresa oficial que navega entre continente e Ilha de Vancouver. (Fonte: Mônica Sayão)
Navegando entre as ilhas do Georgia Strait. (Fonte: Mônica Sayão)

Nos próximos posts vou falar mais sobre o oeste canadense, região tão linda e agradável de visitar e/ou residir.

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