Encantadora Taormina – Parte 1

Se alguém perguntar qual a minha cidade favorita na Sicília, não hesitarei – é Taormina! Digo isso com a segurança de ter feito dois tours seguidos e completos pela Sicília. Taormina é fantástica e abaixo vou explicar o porquê.

1- Localização:
Sua localização é extraordinária: construída no Monte Tauro, que fica à beira do Mar Jônico, proporciona visual impactante sobre o mar e também do Monte Etna, o mais alto vulcão da Europa. Há também várias praias lindas logo abaixo e ao longo da costa.

Aqui repito o mapa do post anterior, sobre Ragusa. Assim a localização de Taormina fica mais clara.
Estão vendo o Vulcão Etna? Fica bem próximo da cidade.
(Fonte: tes.com)

2- Acervo histórico-arquitetônico:

Suas igrejas são muito bonitas e antigas, com destaque para a Igreja de Santa Catarina e o Duomo. Elas são pequenas, proporcionais ao tamanho da cidade, que possui 11 mil habitantes. Mas o maior e inegável destaque arquitetônico é o Teatro Greco-Romano, que funciona até hoje com espetáculos de música durante o verão. Falarei dele mais adiante.
3- Ambiente:
Taormina é imbatível neste item. A atmosfera da cidade é sensacional, repleta de restaurantes, cafés, lojas de todo tipo inclusive de cerâmicas lindas, ruelas charmosíssimas, sacadas floridas, recantos inesperados.
Os três itens acima são uma forma reduzida de dizer: não deixem de conhecer, vale muito a pena! Ela é conhecida como a Pérola do Mar Jônico. É sofisticada, sem ser pretensiosa, é alegre sem ser barulhenta.

Taormina vista a partir do Teatro Greco-Romano: a cidade à direita no Monte Tauro,
o Mar Jônico com suas praias à esquerda e o Vulcão Etna ao fundo.
(Fonte: Mônica Sayão)

Taormina lembra Positano, mas é menos íngreme e mais ampla, já que se desenvolve na parte superior do Monte Tauro. Ao contrário de Positano, você não atinge a praia a pé por ruas cheias de lojas e cafés. Você tem que descer de carro, táxi, ônibus público por estrada tortuosa e mais vistas bacanas, ou de funicular, o que também é interessante.

Principais atrativos da cidade:

Piazza IX Aprile: é o “epicentro” de Taormina, de onde se tem uma linda vista do mar e montanhas ao redor. Esta praça é delimitada por três lados construídos onde há duas igrejas, a Torre do Relógio e vários restaurantes e cafés que fazem a alegria de turistas e locais. O quarto lado é justamente o que se debruça sobre a baía de Taormina. E aí é só apreciar…

Piazza IX Aprile: é linda mesmo em dia chuvoso. À esquerda, a Torre do Relógio
e à direita a barroca Igreja de São José. (Fonte: Mônica Sayão)
Igreja de Santo Agostinho, que hoje é utilizada como biblioteca.
(Fonte: Mônica Sayão)

Corso Umberto: é eixo principal de Taormina, que liga as duas portas de entrada da cidade nos tempos romanos. Elas existem até hoje e são a Porta Catânia e a Porta Messina. A rua é longa, de pedestres, e é onde se encontra a maioria das lojas chiques, e outras nem tanto, mas sempre oferecendo boas e variadas mercadorias. Há inclusive várias galerias de arte, tanto na rua principal como em suas transversais.

A Corso Umberto às vezes está calma… (Fonte: Mônica Sayão)
Mas nem sempre… (Fonte: Mônica Sayão)
Delicatessen maravilhosas na Corso Humberto (há várias…).
Nesta, comprei pesto de pistache delicioso para acompanhar massas. (Fonte: Mônica Sayão)
Galerias de arte nas transversais da Corso Humberto, a céu aberto.
A galeria está lá no final da escadaria. (Fonte: Mônica Sayão)
Cerâmicas lindas expostas nas escadarias. (Fonte: Mônica Sayão)

Aqui há muitas opções para comer e beber. A Corso Umberto corta a Piazza IX Aprile, então ao flanar por ela você estará no caminho certo.

Muitas opções de restaurantes na Corso Umberto. (Fonte: Mônica Sayão)
Mais restaurantes, difícil escolher. (Fonte: Mônica Sayão)

Duomo: A Catedral de Taormina, dedicada a São Nicolau, foi construída no século XIII, sobre escombros de outra igreja anterior. Adoro sua fachada medieval e seu interior simples. A pequena praça e fonte central completam o cenário bucólico. Ela se localiza no final da Corso Humberto, próxima à Porta Catânia.
Há também outra igreja de destaque na cidade, a de Santa Cecília. Localizada no extremo oposto do Duomo, junto à Porta Messina, vale certamente a visita.

O Duomo, ou Catedral de Taormina, é graciosamente medieval.
(Fonte: Mônica Sayão)
Interior medieval do Duomo. (Fonte: Mônica Sayão)
Interior barroco da Igreja de Santa Catarina. (Fonte: Mônica Sayão)

Teatro Greco-Romano: Os gregos sempre construíram seus teatros em encostas, escavando a estrutura no solo. Eles chegaram à costa de Taormina no século VI a.C. No início se estabeleceram em Giardini Naxos, à beira-mar. Tempos depois, por motivos de segurança, subiram o Monte Tauro e lá ficaram. Assim nasceu o Teatro Grego de Taormina, no século III a.C., escavado no solo. Foi construído na forma de meia-lua, uma característica típica, já que a função sempre foi de apresentar tragédias e comédias, com finalidade de entreter e também de ensinar.

Teatro Greco-Romano. (Fonte: Mônica Sayão)

Séculos depois, os romanos chegaram a Taormina e logo quiseram fazer seu anfiteatro para os espetáculos de gladiadores. A função da arena era outra: basicamente entreter a população, mas principalmente fazer propaganda política do governante.
Fisicamente, os teatros romanos são em forma oval e construídos para cima, como o Coliseu de Roma. Mas em Taormina, com pouco espaço plano, os romanos resolveram aproveitar o Teatro grego existente e o adaptaram para as novas funções. Por isso, é conhecido como Teatro Greco-Romano.

Uma imagem que sempre impressiona. (Fonte: Mônica Sayão)
O visual é fantástico a partir do Teatro Greco-Romano.
(Fonte: Mônica Sayão)
Pelos corredores da parte mais alta do teatro.
(Fonte: Mônica Sayão)
Vista da orla de Giardini Naxos a partir do Teatro. (Fonte: Mônica Sayão)
Taormina com o Monte Etna ao fundo: mais uma imagem a partir do
Teatro Greco Romano. (Fonte: Mônica Sayão)
O Vulcão Etna, com seus mais de 3 mil metros de altitude: ainda ativo
e sempre altivo. (Fonte: Mônica Sayão)

Há ainda muito o que contar sobre Taormina. No próximo post o leitor saberá. Até lá!

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