Bispos omissos

Quando se escuta o estardalhaço da imprensa em relação à ‘carta dos bispos’, que na verdade é mais um ataque virulento e irresponsável ao presidente eleito pelo povo, fica no ar uma perguntinha simples e óbvia que eles próprios deveriam estar preocupados em responder.

A questão é: o que se tem ouvido sobre a ajuda da igreja católica nestes tempos, segundo eles ‘um dos períodos mais difíceis da história’?

Quase nada,não é mesmo?

Onde está enfiado o papa, onde estiveram estes bispos nos últimos quatro meses?

Ajudando os pobres, como seria de se esperar?

Vir a público com ataques inconsequentes é fácil, fazer alguma coisa efetivamente pelo povo é outra bem diferente, embora seja essa sua obrigação principal como representantes da igreja e de Deus, se não me engano.

Num contraste absoluto com sua preguiça, caros, o presidente que atacam destinou 44,79 bilhões de reais ao combate da pandemia, mas mais da metade foi surrupiada por governadores desonestos e corruptos que vocês preferem não responsabilizar.

Aliás, caros bispos, não vemos nenhuma referência em sua carta ao procedimento lamentável e amoral de governadores e prefeitos que acima de tudo agravou e muito o número de mortos nesse período.Nem ao STF, responsável pela transferência do poder executivo para as mãos desses corruptos governadores, com o resultado conhecido.

Criticar o governo federal por ‘indiferença’, como fazem, parece ser o típico embuste de responsabilizar o outro pelas suas próprias ações.

Senão, onde estava seu enorme empenho em salvar vidas ou agir em prol da população?

Vossas senhorias, do alto de sua autoridade duvidosa, deixam de lado as medidas de auxílio emergencial adotadas imediatamente no início da pandemia por Jair Bolsonaro, que chegam a 200 bilhões de reais.

Por acaso foi o Vaticano que doou esse valor ao governo brasileiro, senhores?

Aliás, quanto de sua fortuna incalculável o estado do Vaticano -um dos mais ricos do mundo- destinou às vítimas ou ao combate da praga do covid-19?

Bom seria se, ao invés de atacarem o presidente, se preocupassem em nos mostrar qual foram suas ações em relação à mesma crise que amplificam, se esquecendo que 90% dela é herança de governos anteriores.

Governos para com os quais vossas senhorias, aliás, foram bem complacentes, vale lembrar.

Quando se referem à ‘crise de governança’, se esquecem da própria, onde milhões de católicos de todo o mundo não engole o papa declaradamente comunista que é seu líder máximo.

Ou da defesa do medicamento cloroquina feita por Bolsonaro logo no início da pandemia, hoje comprovadamente eficaz no mundo, incluído até no protocolo de tratamento pelo prefeito de São Paulo.E que já salvou tantas vidas.

Bolsonaro, aliás, mandou na época os laboratórios do Exército produzirem o medicamento rapidamente, o que poderia ter minimizado em muito a ‘crise’ que vocês citam.

E vocês, o que fizeram?

Afirmar que a atitude do governo federal é ‘anticientífica’, como o fazem, diante desses fatos, parece ser pura irresponsabilidade.

Seus ataques são no mínimo levianos, -sem base alguma ou sem fatos que comprovem o que afirmam- ao acusar o governo federal de ‘totalitarismo’ ou de ‘apoiar atos contra a democracia.

Esse discurso pífio cheira muito mais à falácia mentirosa da esquerda do que de afirmações de homens de Deus.

Sua carta, senhores, pelo próprio conteúdo e da pouca ação seus autores, tem o mérito que merece.

Esse mérito está na reação e repúdio dos próprios católicos, que entendem muito bem que quem pratica o tal ‘discurso de ódio’ de que acusam Bolsonaro são vocês mesmos, quando se unem em militância à partidos políticos e instituições, repetindo seus discursos virulentos e mentirosos.

Finalmente, quando fazem um apelo dramático ao tal ‘diálogo’, que supõem não existir, entendam que por diálogo se subentende respeito.

Especialmente, senhores bispos, respeito à inteligência alheia.

Antes de publicar outra carta com o mesmo teor, se preocupem em agir efetivamente em prol do povo brasileiro.

Só assim, talvez, conseguirão de volta o crédito que perderam e perdem todo santo dia.

Em tempo: vale lembrar, caros, que vocês nem de longe representam a maioria católica deste país, que apóia e votou em Bolsonaro.

Fonte: www.marcoangeli.com.br

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