Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura

O crime compensa no Brasil. Quem rouba fica rico. A falecida Marisa Letícia precisa entrar urgente para o livro Guinness de recordes mundiais – The Guinness World Records – como a única vendedora de Avon do planeta que conseguiu faturar dezenas de milhões (literalmente) com a comissão das vendas de produtos da Avon para as amigas, de porta em porta, como explicou o viúvo. Aquele mesmo que estuprava cabras – de cabrito, bode, animal herbívoro.

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E a Justiça de São Paulo, depois de negar várias vezes, homologou nesta terça a partilha de parte dos bens dessa gênia de vendas aos herdeiros (os filhos e o viúvo), coitadinhos, que também ficaram multimilionários, mas no caso deles não sabemos como.

Diz a coluna Radar, da Veja: “Segundo a defesa de Lula, a decisão libera efetivamente para saque dos quatro filhos do casal, o valor total de 1.458.535,09 reais, valor que inclui dois carros — um Ford Ranger (2013/2013) avaliado em R$ 104 mil reais e um Ômega CD (2010/2011) no valor de R$ 57 mil reais — cinco imóveis e a poupança da falecida. Há ainda autorização para que os filhos do casal saquem suas partes dos valores depositados nos bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú e Banco do Brasil.“

A famiglia não é incomodada nem pela grande imprensa, nem pela justiça.

Enquanto isso o funcionário de gabinete de Flavio Bolsonaro, que movimentou R$ 600 mil em 11 anos, contados DUAS vezes para que o montante ficasse mais robusto, está preso!!! Com certeza por ser um pobretão.

Os funcionários do gabinete do atual presidente da Alerj, o André Ceciliano do PT, que na falta do governador e do vice poderia governar o Rio de Janeiro, movimentaram mais de R$ 49 MILHÕES. Pouco, não acham? Sem falar nos companheiros deputados que também tiveram movimentações astronômicas em seus gabinetes. Mas esses não são importunados por ninguém.

Em meio a tantos milhões, Roberto Jefferson publicou no Twitter que “a ministra Rosa Weber negou liminar a um jovem que furtou dois xampus, de R$ 10 cada um. A ministra não deixou que ele cumprisse penas alternativas…”. Ou seja, o jovem continua preso. Certamente para dar o exemplo de que quem rouba pouco merece mesmo cadeia. Só pode roubar muito se quiser ficar rico, livre e feliz.

Confesso que essa inversão de valores me deixa enojada. Pelo menos agora ninguém mais pode dizer que não sabia. Quem apoia criminoso sabe o que está apoiando. É deliberado.

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