A saída intempestiva do ex-herói Sergio Moro tirou uma venda dos meus olhos

Congresso em Foco – UOL

Depois de fatos relevantes que li, cheguei à conclusão que a Operação Lava-Jato deveria ser rebatizada de Operação Lava Lula.

Isso tira a relevância do que foi feito? Claro que não. O estuprador de cabras permitiu, em seus governos, o maior ataque aos cofres de um país já visto no planeta Terra. Mas define melhor a operação. Só que o dedo que faltava em Lula, depois que Zé Dirceu caiu, sempre foi o da ex-terrorista Dilma. Dilma era cúmplice de Lula, seu lugar-tenente.

Por que digo isso? Dilma traiu lula, que foi entregue para que Dilma e o plano de poder do PT fossem poupados. Dilma só caiu porque destruiu a economia.

Dilma e seus auxiliares mais próximos estão livres, inclusive o militante José Eduardo Cardozo, seu ministro da Justiça e ex-deputado eleito pelo PT, partido ao qual era filiado, e ex-AGU. Cardozo hoje está na Espanha. Ora, o Brasil inteiro sabe que ele era capacho da Dilma, atuando como seu advogado particular. Foi ele que nomeou o diretor-geral da PF e, indiretamente o Superintendente da PF no Paraná , Mauricio Valeixo, por quem Moro teria pedido demissão. O que é uma desculpa esfarrapada, claro.

Moro nomeou seus amigos do Paraná para os mais altos cargos da PF no seu tempo de pasta na Justiça e Segurança Pública. Mas, segundo ele, nomear assessores de sua confiança era nomeação “técnica”. No entanto, o Presidente nomear assessores da confiança dele, era decisão “política”.

Moro soltou Mantega. Moro poupou o PSDB. Aécio é uma exceção, porque era desafeto pessoal de Dilma. Porém, continua solto e deputado. Moro transformou penas de 100 anos em um ano graças à delação premiada. Deu pena leve para o Lula, que foi aumentada pelo TRF-4. Nunca mandou Lula para a Papuda e deixou Lula na cela-gourmet da PF em Curitiba, com direito a TV, internet e a receber toda sorte de visitas.

Moro não reagiu, como Ministro da Justiça e Segurança Pública, às violações de direitos fundamentais feitas por prefeitos e governadores sob a desculpa do vírus chinês. Mas quebrou o silêncio para dizer que ”decisão do Supremo não se discute, cumpre-se”. Perdeu uma boa oportunidade de continuar calado. Enfim…

Dizer, porém, que Dilma NUNCA interferiu na PF é história da carochinha. O que me impressiona é ver que alguns jornalistas veteranos acreditam nela. Ou fingem acreditar. Os marqueteiros da Dilma, João Santana e a mulher, foram avisados e souberam com antecedência que a PF ia bater na porta deles. Tiveram tempo de destruir provas importantes. Quem avisou? Um passarinho?

O delegado Valeixo firmou a delação premiada de Palocci, que Dallagnol recusou. Ponto para ele. Mas aceitou a tese que Adelio Bispo agiu sozinho. E que Glenn Greenwald era inocente no episódio dos hackers. O mesmo Glenn que está blindado até hoje por Gilmar Mendes, que deu uma liminar PROIBINDO que as movimentações financeiras de Glenn fossem investigadas. A liminar continua valendo. Estranho, muito estranho.

Uma testemunha que esteve com Adelio Bispo e que nunca tinha sido ouvida pela PF, com a saída de Moro foi ouvida pela primeira vez ontem. Declarou, em depoimento, que no Anexo 4 da Câmara dos Deputados, o “amigo” que Adelio visitava era o Jean Wyllis, do PSOL, o que abandonou o mandato e permitiu que o marido do Glenn Greenwald, que coincidência, ascendesse ao cargo de deputado federal. É preciso investigar isso. Na gestão de Moro, as investigações pararam. Quem mandou matar Jair Bolsonaro?

Como Moro saiu atirando e fez acusações graves ao Presidente, o Procurador Geral da República, Augusto Aras, pediu que o STF abrisse uma investigação. Está certo. Moro precisa provar que os crimes que ele acusou o Presidente foram cometidos. Ou ele fez acusações levianas.

O Presidente Bolsonaro pediu que as acusações fossem investigadas. Segundo o PR, ele também tem uma “biografia a zelar”. E nenhum dos filhos do Presidente está sendo investigado na esfera federal. A investigação de Flavio, que começou ilegalmente dois anos antes da eleição do pai, é feita na esfera ESTADUAL. Nada a ver com a Polícia Federal.

A única coisa que me preocupa é que o ministro Celso de Mello, que está à frente da investigação do imbróglio, declarou em fevereiro que “Bolsonaro não está à altura do cargo”. A meu ver, depois dessa declaração que demonstra clara interferência no Poder Executivo, ele deveria declarar-se suspeito para ficar à frente do caso.

Bem que o Roberto Jefferson denunciou que estava em andamento um golpe para derrubar o Presidente. E a descabelada da Janaína Pascoal disse que um impeachment não resolveria, porque o povo estava com Bolsonaro. O perigo, então, Moro, digo, mora onde? No STF. Onde sempre morou.

O PSDB revezava o poder com o PT. FHC sabe que se não derrubarem Bolsonaro ele será reeleito em 2022 . Moro é homem de centro-esquerda. Defende as pautas globalistas. Seu pai fundou o PSDB na sua cidade natal. Janaína fez o impeachment da Dilma com Miguel Reali Jr., que foi o Ministro da Justiça de FHC. Ou seja, FHC autorizou. Joyce Hasselman é aliada de Doria, PSDB.

E agora José? A organização criminosa vai conseguir derrubar o Presidente?

A saída desonrosa de Moro com vazamentos de mensagens pessoais para o Jornal Nacional, inclusive da afilhada, foi repudiada e ele não conseguiu rachar a base de apoio do Presidente, que se uniu em torno dele.

Guerra civil à vista? Oremos. Vem chumbo grosso por aí.

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